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Simpósio e colóquio sobre agrotóxicos geram debates e reflexões.

VÍDEO: Os prós e contras da era digital para pais, professores e crianças

O #CaféComBlink desta quarta-feira (03) iniciou uma nova série de entrevistas com especialistas. O tema da vez é a educação na era da tecnodependência. Na sua casa, por exemplo, quem mais usa o celular e o computador: você ou as crianças? Para as especialistas que participaram do primeiro bate-papo, sobre crianças “digitais”, Daiani Riedner e Maysa Brum, o modo de vida de todo o mundo passa por uma reconfiguração e, atualmente, as práticas sociais são muito permeadas pelo uso de tecnologias.

Daiani Riedner é doutora em educação, professora e chefe da divisão de educação à distância da UFMS; Maysa Brum é doutora em tecnologias educacionais e redes sociais na educação e professora da Unigran Capital. Elas explicam que, afinal, todos precisamos conviver com: acesso à informação, excesso de informação e pouca formação, principalmente em países como o Brasil.

IMIGRANTES DIGITAIS x NATIVOS DIGITAIS

Tanto os imigrantes digitais (geração que não nasceu na era digital, mas faz parte dela), quanto os nativos digitais (a nova geração, que já nasceu convivendo diretamente com o universo digital), precisam de novas adaptações, reações e formas de pensar em relação à tecnologia. Daiani Riedner e Maysa Brum acreditam que o uso da tecnologia principalmente por pais e responsáveis como ferramenta de combate ao tédio é um erro, mas um erro inevitável, e destacam: “a tecnologia não é vilã”, comparando o celulares, tablets e computadores com uma “babá eletrônica”.

ÓCIO e ATENÇÃO

Apesar das vantagens do mundo digital, ambas as especialistas destacam que o ócio ainda é importante para o desenvolvimento das crianças. Daiani acredita que a “não permissão do ócio” é reflexo da sociedade imediatista em que vivemos e destaca: “é possível transformar o ócio em ócio criativo”. Tanto Daiani quanto Maysa, quando o assunto é tecnologia e internet, são favoráveis ao controle parental (atenção e acompanhamento ao conteúdo ao qual as crianças terão acesso) e ao controle também do tempo de exposição dos baixinhos à web e aparelhos. “O excesso de tecnologia causa distúrbios físicos e psicológicos”, lembra Maysa.

AS CRIANÇAS “DIGITAIS” NA ESCOLA

O bate-papo do #CaféComBlink também trouxe aos ouvintes uma reflexão sobre a inserção destas crianças “digitais” nas escolas – tradicionais ou não; públicas ou privadas – do Brasil. É unânime: nem escola, nem educadores e nem os pais ou responsáveis (olha eles aqui de novo!) estão preparados para os nativos digitais. É papel, tanto do pai, quanto do professor, estar atentos à nova realidade e ver a tecnologia como algo positivo. E fica uma sugestão do jornalista e especialista em educação, Caio Dib: o Canal Bloom. É um bom exemplo do uso positivo das tecnologias para pais e crianças! Conheça aqui.

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