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Pesquisadores descobrem que dengue infecta muito mais pessoas do que apontam as estatísticas

Um artigo publicado na revista de um dos principais centros de controle de doenças do mundo realizado por pesquisadores brasileiros, geram dúvidas sobre a quantidades de casos de dengue registrados pelas estatísticas oficiais do Brasil. De acordo com o coordenador do trabalho, é possível que o número real de pessoas com dengue seja 12 vezes maior do que demonstram os dados oficiais. No ano passado, o Brasil bateu recorde de casos, com 1,6 milhão de suspeitas. A notificação errada, segundo os pesquisadores, prejudica o combate ao Aedes aegypti, que transmite o zika vírus.

Conduzida por um grupo e 13 pesquisadores a pesquisa é ligada à Universidade Federal da Bahia e à Fiocruz. Entre 2009 e 2011, eles analisaram 3.864 casos de pacientes que procuraram uma unidade de emergência em Salvador com febre – um dos sintomas da doença. Estes pacientes foram submetidos a exames laboratoriais para verificar a presença do vírus da dengue.

Depois os resultados foram comparados com os registros feitos pelos médicos no sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). que compila todos os casos municipais, estaduais e do país. Os dados são usados para o planejamento das políticas públicas de combate e ao Aedes aegypti, seu vetor.

Fazendo este cruzamento nos dados, os pesquisadores perceberam que dos 997 casos apontados como dengue pelos exames laboratoriais feitos por eles, apenas 57 haviam sido registrados pelo SINAN.

O que isso que dizer? Quer dizer que a cada cem casos de dengue detectados pelos pesquisadores, apenas seis apareciam nas estatísticas oficiais!

O resultado disso, concluem os pesquisadores, é que de cada 12 pessoas que procuraram o hospital e estavam com dengue, apenas uma foi parar nas estatísticas oficiais (incluindo aqui os falsos positivos). E a situação foi ainda pior nas épocas em que há menos incidência da doença (geralmente no inverno): neste período, para cada 17 casos de dengue que chegaram à unidade de saúde, apenas um foi reportado. Nessa época é mais fácil que o médico confunda a doença com uma virose ou resfriado.

A solução, segundo o coordenador da pesquisa, poderia ser a introdução nos hospitais de um teste rápido para a doença. Algo que já existe no mercado, mas não é usado pela rede pública. Neste momento, o grupo avalia o desempenho destes testes para identificar corretamente a dengue na mesma unidade de saúde de Salvador.

Apesar de o estudo ser localizado em apenas um hospital, esta é a primeira vez que se comprova de fato a subnotificação que há no sistema de vigilância.

Escrito por

Jornalista Brasileira. Produtora de conteúdo. pura canceriana. descobrindo maneiras de agradecer, sempre. respirando fundo, de vez em quando. a louca da poesia, dos contos e das letras de músicas. Journalist brazilian w/ italian citizenship - cargocollective.com/giuliasimcsik

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