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A verdade por trás dos agrotóxicos

Estamos sendo envenenados através dos nossos alimentos e nem notamos. Sabemos da existência dos agrotóxicos, mas pouco se fala dos danos causados à saúde. Temos 10 mil anos de história da agricultura, sendo 60 com o uso de agrotóxico, ou seja, é possível viver sem eles. O problema está na escala industrial que as corporações [...]

Estamos sendo envenenados através dos nossos alimentos e nem notamos. Sabemos da existência dos agrotóxicos, mas pouco se fala dos danos causados à saúde. Temos 10 mil anos de história da agricultura, sendo 60 com o uso de agrotóxico, ou seja, é possível viver sem eles. O problema está na escala industrial que as corporações desejam produzir os alimentos de forma rápida e em grande quantidade, sem visar pela qualidade, especialmente daqueles que as consomem. No caso, todos nós!

Clique aqui e ouça os melhores momentos do programa ‘Eita Pega’ onde o assunto foi abordado incluindo entrevistas com especialistas da área.

Quando analisamos os dados oficiais, vemos que o assunto é ainda mais sério do que imaginávamos.

O Brasil é um dos países que mais utiliza agrotóxico na produção agrícola em todo o mundo, são 1 bilhão de litros por ano! Evidências científicas mostram os riscos para a saúde. Temos por aqui 107 empresas aptas no registro de produtos, e Brasil é primeiro na lista no ranking mundial de agrotóxicos para destinação nas lavouras.

Existem produtos que são banidos da Europa e na China e que são utilizados indiscriminadamente no país, em especial nos produtos destinados ao mercado interno, até porque existem barreiras nos produtos contaminados pelos produtos no mercado internacional.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), publicou me 2013, um relatório sobre a presença de agrotóxico em frutas, legumes e verduras, e mostrou a presença de resultados insatisfatórios em 36% das amostras analisadas em 2011 e 29% das amostras verificadas em 2012. Tais amostras analisadas continham níveis de substâncias tóxicas superioras ao limite imposto no país. Parte destes produtos continham compostos químicos não registrados para uso no Brasil.

Fatos mostram que não existe garantias de qualidade nos alimentos oferecidos para à população.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as substâncias químicas utilizadas na agricultura são responsáveis por 63% dos 57 milhões de óbitos declarados no mundo em 2008. A contaminação na ingestão dos alimentos contaminados responde, ainda , por 45,9% do volume das doenças de todo o planeta.

Sabemos que o agronegócio é imprescindível para a economia no país e o seu crescimento é de suma importância, porém as regras para o uso dos agrotóxicos hoje estão estagnadas, sem monitoramento e sem efetiva fiscalização há muito tempo.

O Instituto Nacional do Câncer informou que o brasileiro toma um galão de cinco litros de veneno a cada ano, de acordo com os dados sobre os consumos dessas substâncias no país. Nos últimos dez anos o mercado mundial desse setor cresceu 93%, no Brasil o crescimento foi de 190% de acordo com dados divulgados pela Anvisa.

De acordo com o Dossiê Abrasco (Agência Brasileira de Saúde Coletiva), 70% dos alimentos naturais consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas.

A pesquisadora, Stephanie Seneff, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), apresentou no ano passado um estudo anunciando que até 2025 uma a cada duas crianças nascerá autista, segundo ela existe uma correlação entre o Roundup, o herbicida da Monsanto feito a base de glisofato, e o o estímulo do surgimento de casos de autismo.

O uso dessas substâncias é altamente associado à incidência como o câncer. O Ministério Público Federal enviou este ano um documento à Anvisa dando a recomendação para que seja concluída a reavaliação toxicológica do glifosato e que a agência determine o banimento do mesmo no mercado nacional. A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou uma pesquisa em março deste ano junto com o Inca (Instituto Nacional de Câncer) e a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) mostrando que a substância está associada ao surgimento de câncer. Além do mais, o glifosato foi o ingrediente mais vendido em 2013, de acordo com dados do Ibama.

Uma das formas mais eficazes que o brasileiro tem de escapar desse número elevado de envenenamento está no consumo de produtos orgânicos, porém o custo da produção é alto o que acaba refletindo no preço final aos consumidores. Experiências provaram ser possível produzir com mais qualidade e em maior qualidade e menos impacto. A água, solo e ar estão contaminados devido ao uso de agrotóxicos. Até quando isso vai continuar?

No site do Ministério da Agricultura é possível consultar todos as informações para aqueles que desejam comercializar produtos no Brasil como “orgânicos”, os produtores devem se regularizar de uma das formas que estão disponíveis aqui.

 

Os alimentos mais contaminados pelos agrotóxicos

Em 2010, o mercado brasileiro de agrotóxicos movimentou 7,3 bilhões de dólares e representou 19% do mercado global. Soja, milho, algodão e cana-de-açúcar representam 80% do total de vendas nesse setor.

Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), essa é a lista da agricultura que mais consome agrotóxicos:
Soja (40%)
Milho (15%)
Cana-de-açúcar e algodão (10% cada)
Cítricos (7%)
Café, trigo e arroz (3 cada%)
Feijão (2%)
Batata (1%)
Tomate (1%)
Maçã (0,5%)
Banana (0,2%)

As demais culturas consumiram 3,3% do total de 852,8 milhões de litros de agrotóxicos pulverizados nas lavouras brasileiras em 2011.

Saiba mais:

Clique aqui e confira o Dossiê Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) que aborda os impactos dos agrotóxicos na saúde

Vídeos

 

O Brasil é o país do mundo que mais consome agrotóxicos: 5,2 litros/ano por habitante. Muitos desses herbicidas, fungicidas e pesticidas que consumimos estão proibidos em quase todo mundo pelo risco que representam à saúde pública.

O perigo é tanto para os trabalhadores, que manipulam os venenos, quanto para os cidadãos, que consumem os produtos agrícolas. Só quem lucra são as transnacionais que fabricam os agrotóxicos. A ideia do filme é mostrar à população como estamos nos alimentando mal e perigosamente, por conta de um modelo agrário perverso, baseado no agronegócio.

 

Em agosto de 2012, após o lançamento da primeira parte do Dossiê da ABRASCO, o Globo Rural quebrou o silêncio e mostrou algumas pesquisas que mostram o risco dos agrotóxicos à saúde humana e ao meio ambiente.

Com o título “Uso de agrotóxicos oferece riscos à saúde e ao meio-ambiente, alerta pesquisa” a matéria de Ana Dalla Pria, bastante sensível, pode ser encontrada no site da globo neste link.

 

Escrito por

Jornalista Brasileira. Produtora de conteúdo. pura canceriana. descobrindo maneiras de agradecer, sempre. respirando fundo, de vez em quando. a louca da poesia, dos contos e das letras de músicas. Journalist brazilian w/ italian citizenship - cargocollective.com/giuliasimcsik

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