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Às escolas: é PRECISO falar sobre suicídio

Apesar de nenhum estudo identificar a causa real do que leva jovens e crianças ao suicídio, muitas pesquisas recentes, nacionais e internacionais, apontam a relação entre o aumento do uso da internet  e o aumento no número de casos nesta faixa etária.

Em entrevista ao Café com Blink, os professores Alan Carvalho e Tiago Freire Sestari enfatizaram o papel do educador como, além de ponte para ensinar crianças e jovens a utilizarem a internet corretamente, também ponte entre alunos depressivos e/ou com tendências suicidas e os profissionais da área médica.

Eles explicam que o professor pode ser como “primeiros socorros”, já que está com os alunos no dia-a-dia e, na maioria das vezes, é capaz de notar mudanças de comportamento ou é, até mesmo, procurado pelos próprios estudantes.

Crianças e jovens podem manifestar problemas de diferentes formas e não apenas demonstrando estar tristes. Alan conta, por experiência em sala de aula, que a agitação também é um comportamento que deve ser observado. O professor explica que as escolas nas quais lecionou e leciona atualmente são escolas consideradas “afirmativas” quanto ao assunto, que trabalham inclusive, com o desenvolvimento de rodas de diálogos baseadas em princípios da Organização das Nações Unidas (ONU).

Como educadores e escolas podem atuar?

É importante destacar que professores e escolas podem (e devem), por exemplo:

  • Estar à disposição dos estudantes: é preciso falar sobre o assunto, é preciso expor o tema: “temos que nos livrar do preconceito de falar sobre suicídio”, defende Tiago.
  • Impôr regras e limites à esta disposição e esta ajuda;
  • Estimular participação dos estudantes na comunidade;
  • Aproximar estudantes e suas famílias.

“Ás vezes, a maior tecnologia pode ser uma tecnologia social – meios efetivos para que o ser humano se conecte à sociedade – pode surtir mais efeito do que a tecnologia hardware

A vida transformada em vídeo-game

Durante o bate-papo, também foi debatida a circulação de correntes pelas redes sociais e principalmente pelo whatsapp. Como professores, Alan e Tiago convivem com seus alunos recebendo correntes diariamente. Eles contam que, apesar de não serem mensagens críveis para muitas pessoas (principalmente para os adultos), o conteúdo recebido pode ser atrativo para crianças e jovens, inclusive por suprir necessidades básicas. “Essas correntes transformam a vida num vídeo game; inserem num grupo” e, por isso, convencem.

Importância da formação

Os educadores lembram do choque de gerações (entre geração completamente conectada e a geração anterior, que é a dos adultos). Para Alan, “a formação é um grande caminho” e, ao longo do tempo, professores precisam se preparar para conseguir usar a tecnologia de forma positiva e conduzir o aluno”. Ele diz que, hoje, a escola preza pelo aluno de forma integral e, “se quer fazer isso, se quer trabalhar com a educação no século XXI, precisa lidar com as habilidades sócio-emocionais”.

Alunos precisam aprender a usar a internet, professores precisam aprender a ensinar o motivo deste aprendizado

Tiago acredita que as crianças e jovens ainda não sabem usar a internet. E usam muito! Ouvir música e trocar mensagem no whatsapp durante a aula são grandes problemas. Por isso é necessário ensiná-los. “O professor às vezes só aponta que é errado, mas não ensina o aluno a entender o porque que aquilo o trabalha”, completa.

Assista à entrevista completa.

*Para atendimentos em todo o país, procure pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), através do nº 141

Escrito por

Jornalista e especialista em marketing digital, agora mergulho no universo radiofônico. Produtora do #CaféComBlink. No ar de 2ª a 6ª, a partir das 7h, na Blink 102. Amo colecionar histórias... Me conta a sua?!

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