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Laços afetivos e interações sociais "reais", a vida off-line que conhecemos, são deixados em segundo plano quando o assunto é tecnologia, celulares, computadores, aplicativos e todo este universo online. Especialistas apontam que crianças e jovens têm sido cada vez mais diagnosticados com doenças e problemas que podem ser considerados "gritos sociais": depressão, acesso precoce às [...]

Laços afetivos e interações sociais “reais”, a vida off-line que conhecemos, são deixados em segundo plano quando o assunto é tecnologia, celulares, computadores, aplicativos e todo este universo online. Especialistas apontam que crianças e jovens têm sido cada vez mais diagnosticados com doenças e problemas que podem ser considerados “gritos sociais”: depressão, acesso precoce às drogas, aumento de tendências suicidas, ansiedade e outros. Para o pediatra Vigílio Junior, com a internet, vivemos uma “epidemia de distúrbios”. Para a psicóloga, Thaysse Ricci, trocamos a realidade pelo virtual.

O psicológico

Ao Café com Blink desta quarta-feira (17), Thaysse expõe os “likes” das redes sociais como um formato de “gratificação imediata”. Para a especialista, estes “likes” que satisfazem as pessoas sem que seja necessário muito esforço são viciantes. Ter curtidas é, no mundo de hoje, ter atenção. E para termos curtidas precisamos de muito menos trabalho do que o trabalho exigido quando devemos obter coisas muito mais complicadas e que fazem parte da vida, daí o vício.

O físico

Também é importante mencionar os danos físicos – riscos de vida e lesões repetitivas que, antigamente, não eram vistas em crianças – causados pelo acesso exacerbado aos equipamentos tecnológicos e ao conteúdo online:

  • distúrbios de audição (pelo excesso do uso de fone de ouvido e pelo volume além do recomendado);
  • problemas de visão (pelo uso prolongado – de mais de 3 horas por dia – de computadores, celulares e outras telas);
  • lesões por esforço repetitivo

As mudanças

Para o pediatra Virgílio Júnior, as mudanças de comportamento e a busca por equilíbrio começam exatamente pelos pais ou responsáveis. O pediatra aponta que, problemas na família, por exemplo, acabam colocando as crianças em situações de isolamento: “a tecnologia substitui a ausência”. A solução é, sim, reduzir o acesso aos equipamentos com, por exemplo, 1 ou duas horas no máximo de exposição diária para pessoas de qualquer faixa etária (e para as crianças, monitoramento. sempre!). Uma sugestão é consultar, por exemplo, o manual publicado na internet pela Sociedade Brasileira de Pediatria e direcionado tanto para pais e responsáveis, quanto para crianças, educadores e médicos pediatras.

E falando em educadores…

Crianças e adolescentes precisam seguir regras dentro de sala de aula e ser instruídos, não apenas por educadores, como também pelos pais sobre as regras de cada escola. Para Dra. Thaysse, a ausência das regras e de controle prejudica, tanto alunos, quanto professores. “A escola tem a oportunidade de discutir a realidade (da tecnologia) com as famílias e trazer isso como regras”, complementa Dr. Virgílio.

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Acreditar no melhor da vida e ter valores bem definidos para saber vivê-los. Mesmo assim ser dócil e gentil com dias difíceis e nunca esmorecer. Assim busco a felicidade e compartilho minha vida. Seja bem-vinda(o) aos meus conteúdos e conte comigo!

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