Bioluminescencia: o futuro da iluminação

Rambouillet, uma pequena cidade francesa a cerca de 50 quilômetros a sudoeste de Paris, começou durante a pandemia do Covid-19 a bioluminescencia como fonte primária de iluminação. Estes experimentos etéreos também estão em andamento em outras partes da França, inclusive no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Esse sistema de iluminação é mais sustentável e diminuiria diversos gastos de matéria-prima usados na produção de lampadas atuais.

Mas, diferentemente dos postes de iluminação padrão, que geralmente emitem um brilho intenso e precisam estar conectados à rede elétrica, estas luzes são alimentadas por organismos vivos por meio de um processo conhecido como bioluminescência. Este fenômeno, em que reações químicas dentro do corpo de um organismo produzem luz, pode ser observado em muitos lugares na natureza.

De peixes de águas profundas a vagalumes, dezenas de organismos usam a bioluminescência para serem vistos na natureza. Esta habilidade está presente em 76% das criaturas do fundo do mar, e evoluiu de forma independente dezenas de vezes, incluindo pelo menos 27 ocasiões apenas em peixes marinhos.

“Nosso objetivo é mudar a forma como as cidades usam a luz”, diz Sandra Rey, fundadora da startup francesa Glowee, que está por trás do projeto em Rambouillet. “Queremos criar um ambiente que respeite mais os cidadãos, o meio ambiente e a biodiversidade — e impor esta nova filosofia de luz como uma alternativa real”.

Os dados são do site Jornal de Boas Notícias.

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