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Brumadinho tem 110 mortes. Possibilidade de rompimento preocupa até em Campo Grande

Corpo de Bombeiros e Defesa Civil confirmam 110 mortes decorrentes do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG). Ainda estão desaparecidas 238 pessoas.

Sirenes atrasadas e descarte do plano de emergência

Ontem (31), o presidente da Vale informou que as sirenes de alerta da da mina de Brumadinho não foram acionadas porque foram atingidas pela lama antes que pudessem disparar o alarme. Segundo especialistas, o alerta, que poderia ter salvado vidas, é obrigatório por lei e tem tecnologia para acionamento rápido.

Folha/Uol apuraram também que plano de emergência da barragem do Córrego do Feijão, que se rompeu na última sexta-feira, foi ignorado pela mineradora. No plano, constava informação de que eventual rompimento destruiria áreas industriais, incluindo restaurante e sede da unidade em Brumadinho. A informação é de abril de 2018.

Rio de lama e contaminação

Também ontem, o Ministro da Saúde, afirmou que bombeiros e voluntários que tiveram contato com a lama da barragem de Brumadinho serão submetidos a exames periódicos, que podem durar 1 ano ou até mais. Os exames avaliarão se estas pessoas foram contaminadas por metais pesados.

O rio Paraopeba, que passa por Brumadinho e por outras cidades mineiras, e, inclusive, é meio de sobrevivência de tribos indígenas da região, está contaminado por metais pesados. Ontem (31), a Fundação SOS Mata Atlântica iniciou uma expedição por todos os 350 quilômetros de rio. O objetivo da fundação é avaliar impactos ambientais e verificar potencial de alcance da lama a outras.

Gerente das tragédias

Um dos executivos da Vale preso deste terça-feira desta semana pela operação que investiga responsáveis pelo rompimento da barragem de Brumadinho já tinha sido denunciado pela tragédia de Mariana, em 2016. Rodrigo Gomes de Melo ocupava, agora, o cargo de gerente-executivo de operações da Vale, justamente na mina do Córrego do Feijão.

Lá atrás, em 2016, quando a Polícia Federal concluiu o inquérito relacionado ao rompimento da barragem de Mariana, não houve pedido de prisão preventiva de Rodrigo e de nenhum dos outros 7 acusados. Na época, a PF entendeu que eles não ofereciam riscos de fuga e que apresentavam, sempre que solicitados, os documentos necessários para a investigação.

Campo Grande em risco?

Levantamento mostra que, no total, em todo o Brasil, 3.5 milhões de pessoas vivem em cidades com barragens perigosas. Em Campo Grande, relatório teria apontado problemas em uma barragem da Águas Guariroba. Consultada pela produção da Blink 102, a Águas diz que nenhuma de suas barragens é considerada como “de risco” e que foram recebidas recomendações de reparos, todas já adotadas.

(Foto: Captação de Água em Lageado | Águas Guariroba)

Escrito por

Jornalista e especialista em marketing digital, agora mergulho no universo radiofônico. Produtora do #CaféComBlink. No ar de 2ª a 6ª, a partir das 7h, na Blink 102. Amo colecionar histórias... Me conta a sua?!

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