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Especialistas alertam que Carnaval pode espalhar ainda mais zika vírus

Carnaval é o período de maior aglomeração de pessoas, em geral com poucas roupas e mais vulneráveis às picadas do mosquito transmissor, fora a possibilidade de chuvas aliada a maior quantidade de lixo nas ruas e por consequência aumenta as chantes de potenciais criadouros do mosquito.

Especialistas afirmam que o Carnaval vai reunir fatores de risco que são preocupantes para o aumento da transmissão do zika vírus, em um momento em que a doença se encontra em alta no Brasil. Recife e Salvador planejam proteger foliões.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), até o momento há 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika em 21 Estados. A passagem de milhares de turistas por capitais com carnavais tradicionais de rua em locais com alto número de casos de bebês nascidos com microcefalia e suspeita de ligação com o zika vírus pode representar uma bomba e auxiliar a espalhar ainda mais o vírus pelo país.

O alerta se soma a um comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS, escritório regional nas Américas da Organização Mundial da Saúde), que nesta segunda-feira (18) relatou aumento de casos da síndrome de Guillain Barré em países com epidemias de zika. Em julho de 2015, 42 pessoas foram confirmadas com a doença, que causa problemas neurológicos, na Bahia.

Esta grande bomba do Carnaval inclui, segundo os infectologistas, as grandes aglomerações de pessoas, em geral com poucas roupas e mais vulneráveis às picadas do Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika), possibilidade de chuvas, maior quantidade de lixo nas ruas e por consequência mais chance de potenciais criadouros do mosquito.

Isso se soma ao maior numero de relações sexuais sem proteção e risco de gestações indesejadas justamente nos locais de maior incidência do vírus relacionado à má formação fetal, dentre outras consequências ainda pouco conhecidas.

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, dos 3.530 casos de microcefalia relacionados ao zika em todo o país, 1.236 estão em Pernambuco, primeiro Estado a identificar o aumento do problema, onde foi decretado o estado de emergência desde novembro. Em segundo está a Paraíba, com 569 casos, e em terceiro a Bahia, com 450 ocorrências. O Rio de Janeiro fica em 9º lugar, com 122 casos.

 

Escrito por

Jornalista Brasileira. Produtora de conteúdo. pura canceriana. descobrindo maneiras de agradecer, sempre. respirando fundo, de vez em quando. a louca da poesia, dos contos e das letras de músicas. Journalist brazilian w/ italian citizenship - cargocollective.com/giuliasimcsik

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