Civilização tipo 1: entenda a importância de nos tornarmos uma

Em 1964 o astrônomo soviético Nikolai Kardashev, criou a Escala de Kardashev. Essa escala agrupa as civilizações e grau de avanço de acordo com a quantidade e o tipo de energia é capaz de aproveitar.

A Escala de Kardashev estabelece que:

  • Civilização tipo 1 é aquela que aproveita 100% da energia acessível em seu próprio planeta;
  • Civilização tipo 2 é aquela que aproveita 100% da energia acessível em seu próprio sistema solar;
  • Civilização tipo 3 é aquela que aproveita 100% da energia acessível em sua própria galáxia.

Apesar de não haver os tipos 4 e 5 oficiais, podemos extrapolar e concluir que:

  • Civilização tipo 4 seria aquela que aproveita 100% da energia acessível no universo;
  • Civilização tipo 5 seria aquela que aproveita 100% da energia acessível no multiverso.

Para o escritor Alex Beyman, estamos focados demais em projetos muito grandiosos fora do planeta sem nem mesmo nos tornarmos uma civilização tipo 1. Para ele é inútil tentar colonizar a Lua e Marte, se ainda não descobrimos como aproveitar toda a energia disponível em nosso próprio planeta.

Mas afinal, o que falta para nos tornarmos uma civilização tipo 1?

1 – Dominar completamente a utilização de energia nuclear

A energia nuclear é muito subutilizada atualmente, hoje já temos tecnologia para desenvolver usinas seguras e ecologicamente corretas para produzir energia nuclear. Com as mudanças climáticas batendo na nossa porta, precisamos criar formas de criação de energia que não utilize carbono, ou pelo menos que consiga compensar o uso dele.

2 – Fusão nuclear é um caminho ainda melhor

A fusão nuclear é superior à fissão nuclear. Inclusive começaremos a ter Hélio-3 na superfície da Lua quando conseguirmos atingir a fusão nuclear para geração de energia.

3 – Não esquecer das energias renováveis

Apesar da energia nuclear poder resolver praticamente todos os nossos problemas com geração de energia, ainda podemos gerar reservas de energia com energias renováveis, como a solar, hidrelétricas e geotérmicas. Esse é um tipo de energia que é gerada constantemente. Sem contar que locais sismicamente instáveis não podem receber usinas nucleares pois aumentam os riscos de acidentes.

4 – Recuperação de desertos

Recuperar áreas desérticas e transformar em áreas verdes faz com que o planeta ganhe mais regiões disponíveis para uso energético. Mas para isso funcionar precisamos parar de desmatar.

5 – Agricultura oceânica

Preservação dos corais e recuperação dos mesmos faz com que as mudanças climáticas desacelerem, dando para nós mais tempo de nos adaptarmos.

6 – Mineração oceânica

Podemos começar a explorar o fundo do mar para exploração de minérios, dessa forma, podemos poupar áreas secas que podem estar tendo o bioma comprometido com a mineração em terra. Isso, inclusive, já está sendo feito pelo Japão.

7 – Energia oceânica

 O nosso planeta é coberto em 70% por água, e dessa água, 90% são oceanos. Oceanos possuem correntes e marés, que podem gerar energia cinética. Utilizar a força das marés e das ondas como geração de energia é algo que já deveríamos ter pensado há muito tempo, pois assim como a energia eólica, não precisa mudar nada no ecossistema para aproveitar a geração de energia.

Todas essas alternativas são válidas e podem ser exploradas no futuro para nos tornarmos uma civilização tipo 1, por usar todos os recursos que nosso planeta tem a oferecer na geração de energia.

Antes de começarmos a ir para o espaço, precisamos aprender mais sobre o nosso próprio planeta. Afinal não dá para se tornar uma civilização tipo 2 antes mesmo de sermos uma civilização tipo 1.

E aí? O que acha do assunto? Comente!

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