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ENTRETENIMENTO

Depressão: como lidar com essa doença no ambiente de trabalho

Essa é uma doença dos novos e tempos e, infelizmente, ainda cercada de muitos estigmas. O fato é que hoje em dia muitas pessoas sofrem deste mal e, não raro, são ainda bastante incompreendidas. “Frescura” ou “falta do que fazer” são algumas das coisas que depressivos tendem a ouvir diariamente.

Ela afeta nossa rotina de diversas maneiras, prejudicando aspectos amorosos, familiares, físicos e, inclusive, profissionais. Para quem tem depressão, ir ao trabalho pode ser um verdadeiro tormento tanto pela questão do estigma quanto pela falta de motivação que a doença proporciona. E nós sabemos muito bem o quanto o ambiente corporativo pode ser incompreensível com o fator humano, visando apenas o lucro e nunca o bem estar de seus funcionários. A seguir, confira cinco atitudes que ajudam a lidar com a depressão no ambiente de trabalho:

1 – Decida se você quer que as pessoas saibam disso

De novo a palavra “estigma” vai ser usada. É por causa dela que muitas pessoas ainda confundem depressão com preguiça e com falta de ânimo. Quem tem ou já teve sabe o quanto é chato ouvir um “se anime” nessas horas, e contar para alguém que se tem depressão abre a porta para esse tipo de “conselho”.

O comportamento da pessoa com depressão não segue um padrão. Algumas pessoas ficam mais propensas a chorar, outras se isolam, outras ficam irritadas e negativas. Todas elas sofrem e tentam sair dessa situação, e é importante frisar que isso é uma batalha diária e extremamente íntima, por isso cabe a cada um decidir se deve ou não contar para o chefe, para alguém do RH ou para algum colega – aí vai da abertura que existe também com essas pessoas.

Se você já está tratando a doença e fazendo terapia com um psiquiatra e um psicólogo, é melhor manter a questão em sigilo e, claro, pedir a opinião desses profissionais, afinal cada caso é um caso.

2 – Saiba de seus direitos

Uma vez que o empregador tenha ciência da sua situação, algumas medidas para o seu bem-estar geralmente são tomadas pela empresa. Isso sempre depende da função exercida, mas é possível que, especialmente no início do tratamento, o funcionário receba tarefas mais leves.

Empregados não podem ser demitidos, por exemplo, quando estão fazendo tratamentos médicos, e é importante ter isso sempre em mente. Em alguns casos, é possível pedir para mudar de função também, se isso ajudar de alguma forma.

3 – Tenha tudo documentado

Sempre que você falar sobre o assunto com seus superiores, tente fazer isso por escrito também e guarde prints de emails, mensagens e o que mais puder comprovar que a empresa sabia da sua condição. Infelizmente, muita gente ainda não sabe lidar com doenças mentais e não há como prever a reação das pessoas do seu trabalho quando souberem da sua situação. Nesse sentido, é sempre válido ter uma carta na manga, caso um dia seja necessário.

4 – Registre uma queixa, se necessário

Digamos que você contou ao seu chefe que tem depressão e está fazendo tratamento. Depois disso, ele deixou de falar com você e passou a agir de forma diferente e discriminatória, excluindo sua participação de reuniões ou contando a mais pessoas sobre a situação. Nesse caso, é seu direito registrar uma queixa e, se necessário, procurar um advogado.

Ninguém pode ser discriminado por ter qualquer tipo de doença, incluindo as mentais. Além do mais, é saudável para o ambiente empresarial que os funcionários possam falar sobre questões de saúde, pois isso aumenta a diversidade de tipos de pessoas trabalhando e ajuda a tirar o clima robótico que muitos tentam apresentar, como se fossem perfeitos e não tivessem problemas pessoais.

5 – Um lembrete: depressão não é sinônimo de fracasso

É absolutamente possível que um funcionário com depressão seja um ótimo funcionário, que consiga realizar suas tarefas e ter sucesso profissional. A chance de que isso aconteça é maior, obviamente, se a pessoa faz tratamento, toma os medicamentos necessários e se faz terapia psicológica também.

É preciso encarar a depressão da mesma forma como se encara uma gastrite, por exemplo. Ninguém olha torto para uma pessoa que tem gastrite. Pessoas com depressão não são “loucas”, não estão “fazendo ceninha” ou com falta de ânimo nem são preguiçosas. Pessoas com depressão têm dificuldades de produção ou de liberação de serotonina (uma das causas possíveis), que é um neurotransmissor – é uma questão tão química e tão fisiológica quanto a gastrite.

As pessoas com depressão podem ser bons funcionários e o trabalho em si é uma ferramenta de recuperação, então é fundamental ter isso em mente e começar a desconstruir conceitos errados sobre essa e qualquer outra doença mental – até mesmo porque ninguém está imune a elas.

Como é com você? Você reconhece a depressão como uma doença real ou acha que muito não passa de “frescura”?

fonte: megacurioso.com

 

Escrito por

Buscando a felicidade sempre. Apaixonado pela comunicação e pela música. Sonhar, acreditar e jamais desistir, tudo isso sem perder a fé. Locutor, cantor e acadêmico de jornalismo. Apresentador do Viva-Voz. Me siga no insta: @padubotelho.

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