Enquanto entidades ligadas ao meio ambiente concordam com cota zero para pescas nos rios do Mato Grosso do Sul, alguns pescadores, ribeirinhos e comerciantes se opõem a medida. Em entrevista ao Café com Blink, o governador Reinaldo Azambuja afirmou que o decreto, que deve ser entregue em breve e está sendo elaborado com equipe técnica, visa preservar os peixes dos rios e, portanto, inclusive, o turismo do estado. Ele também tranquilizou os comerciantes e também donos de restaurantes e pousadas, dizendo que o consumo e a pesca amadora não estão proibidos.

Apesar da fala do governador, a tarde de quarta-feira (30) foi de manifestações dos que são contrários à definição da cota zero para a pesca nos rios do Mato Grosso do Sul. Entre as reivindicações dos grupos contrários, estão pedidos de: maior fiscalização nas cachoeiras, educação ambiental para pescadores amadores, definição de tamanhos mínimo e máximo de peixes capturados, período de flexibilização para implantação de novas regras.

Projetos e sugestões foram apresentados ao Secretário do Meio Ambiente do estado, que optou por analisá-los junto a um corpo técnico para, em seguida, elaborar novo documento. A cota zero, portanto, não será mais definida e instituída a partir de amanhã, 1º de fevereiro.

Para Edris Queiroz, biológo e presidente do Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente, o decreto pode ser importante para a preservação da fauna. Ouça:

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