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Evaristo Costa e seu período sabático: você conseguiria?

Evaristo Costa chocou a todos quando anunciou, no final de julho, sua saída de Rede Globo e da bancada no Jornal Hoje, noticiário que apresentou por 19 anos. Na época ele disse que “precisava descansar” e abriu uma série de especulações a respeito de seu destino. Até agora, nada foi confirmado profissionalmente e o jornalista parece estar levando a premissa de descansar bem a sério.

Reprodução: Instagram

A pedido de um seguidor que gostaria de saber sobre a rotina atual de Evaristo Costa, o jornalista compartilhou algumas imagens recentes de seus afazeres. Nos vídeos, ele aparece despojado aproveitando um dia no parque e lendo. Na legenda, ele disse que “estava faltando tempo”, já que está muito ocupado ultimamente.

Futuro

Muito ativo nas redes sociais, Evaristo Costa coleciona mais de 5 milhões de seguidores no Instagram. Sempre interagindo na internet, ele ainda não deu sinais de um novo trabalho. Pelo contrário, ao compartilhar suas atividades recentes, o jornalista aparece fazendo o que prometeu: descansando. Em um período sabático, ele parece estar aproveitando o verão Europeu e publicou algumas imagens na Inglaterra. Tido como o possível sucessor de William Bonner no Jornal Nacional, havia rumores de que Costa desagradava a alta cúpula da Globo, o que poderia ter feito com que o jornalista encerrasse seu ciclo na emissora para repensar a carreira.

E quem nunca pensou em dar uma pausa na rotina, no trabalho e na vida corrida e se dedicar por um tempo a um projeto pessoal, a uma viagem há muito sonhada ou a uma temporada de puro ócio?

Um período sabático faz parte dos planos de muita gente, mas poucos são aqueles que o colocam em prática. Na maioria das vezes, por acharem que se trata de algo inacessível – tanto do ponto de vista prático quanto do financeiro. Mas mesmo no Brasil, onde o conceito ainda não é tão difundido, a experiência mostra que uma pausa pode ser totalmente viável – e transformadora.

Um tempo para si mesmo é fundamental e muitas pessoas o tratam como se fosse um grande luxo. Não é. É saudável descobrir-se outra vez, pensar sobre decisões a serem tomadas, sentimentos a serem vividos”, diz a psicóloga intercultural Andréa Sebben. O afastamento sabático surgiu nas universidades, que passaram a conceder licenças de um ano a seus professores a cada seis lecionados. Não demorou para o conceito ser incorporado pelo mundo corporativo como um benefício que a empresa dá a executivos com determinado tempo de casa. Ao fim do intervalo, é assegurado o retorno ao cargo.

Como no Brasil quase nenhuma empresa tem uma política com relação ao período sabático, cabe ao funcionário negociar sua vaga ou pedir demissão. Mas é preciso não confundir o sabático com férias. Ele é determinado por um projeto pessoal que nem sempre está ligado ao descanso e ao ócio. O período tem que partir de uma motivação pessoal: seja repensar a vida, resgatar o sonho de estudar fotografia, trabalhar com crianças carentes da Ásia ou até conhecer o mundo. E, diferentemente do que muitos pensam, nem sempre precisa durar um ano. “Mas o tempo necessário para produzir mudança. A duração vai depender de cada objetivo”, afi rma Herbert Steinberg, autor do livro Sabático – Um Tempo para Crescer.

Para saber qual é o melhor sabático para você, conheça alguns exemplos:

• A fotógrafa Roberta Goldfarb e seu marido decidiram passar dez meses viajando por 26 países. “Incluímos no roteiro especialmente lugares onde será difícil voltarmos com nossos filhos, da África do Sul a Zanzibar”, diz ela. A experiência rendeu o blog Relicário (www.relicario.etc.br), em que eles contam suas impressões, dos preparativos à saudade que tiveram.

• O executivo Ciro Kawamura trocou altos cargos em empresas de telefonia e serviços por períodos de ócio. O que, para um workaholic como ele, não foi nada fácil. Teve dois sabáticos e, para ambos, pediu demissão. Aproveitou o tempo para fi car em casa, programar a aposentadoria, aprender a surfar e fazer pesquisas para abrir um negócio no futuro. Para tirar um sabático, é importante “ter reservas, controlar a ansiedade e não sentir culpa”, conforme ele conta no Guia Fuja por Um Ano (Publifolha).

• Já a jornalista Luíza Salmon (antevasina.wordpress.com) tinha acabado de se formar quando surgiu o trabalho em uma ONG em Jacarta. Não pensou duas vezes e passou oito meses “tomando banho de caneca, ganhando pouco e vivendo uma situação quase impossível”, como descreve. “Viajei pela Indonésia, Tailândia, Camboja, Vietnã e Laos. Nunca imaginei que pudesse viver algo tão diferente e inspirador.” Aliás, todo sabático é possível, se bem planejado. Vire a página e saiba como programar o seu. Rafael Tonon

Período sabático é raridade no Brasil

Três meses, seis meses ou um ano, a concessão de um período sabático para os colaboradores ainda não é uma prática comum no mercado de trabalho brasileiro.

A concessão de um período sabático para os colaboradores ainda não é uma prática comum no mercado de trabalho brasileiro. Apenas 8,4% das companhias oferecem essa “licença” ou pausa para seus funcionários, e 73,3% não oferecem o benefício, segundo levantamento realizado pela Robert Half, empresa de recrutamento especializado. O índice de desconhecimento sobre a prática do benefício também é alta: 18,2% dos entrevistados sequer sabem se sua empresa concede – ou não – a licença.

Esta prática não é muito difundida por aqui e, infelizmente, pouca evolução se viu em relação a isso“, comenta William Monteath, diretor de operações da Robert Half no Rio de Janeiro. O executivo afirma também que existe muita insegurança por parte do próprio profissional em tirar esse período de licença, por medo de perder seu cargo, de ser visto como pouco comprometido ou de ficar, de alguma forma, defasado em relação aos colegas.

Para Monteath, a prática do período sabático pode não ter “pegado” no Brasil por conta da grande preocupação dos profissionais em prejudicar, de alguma forma, a produtividade da empresa. Sem falar na limitação de recursos das equipes no Brasil e em outros países da América Latina, por exemplo. “Nos Estados Unidos e na Europa, que são mercados mais maduros, a visão é de longo prazo, enquanto no Brasil, ainda é de curto”, aponta o executivo.

A pesquisa revela que 70,1 % dos entrevistados dizem que concederiam o benefício (de no mínimo seis meses) aos membros de sua equipe, e 86% gostariam de desfrutá-lo. Aproveitar a oportunidade para se qualificar profissionalmente é apontada com a principal vantagem do período sabático, segundo 73% dos entrevistados, seguida pela oportunidade de desenvolver projetos pessoais (66,7%) e ter tempo para o autoconhecimento (48,6%).

Por outro lado, 57,1% dos executivos identificam o risco de perder o cargo como a principal desvantagem do período sabático, seguido por ser visto pelos colegas como alguém pouco comprometido com a equipe (52,3%).

Você tem vontade de tirar um período sabático para si? Conte pra gente.

fonte: gente.ig.com.br e santoirish.com.br

 

 

 

 

Escrito por

Buscando a felicidade sempre. Apaixonado pela comunicação e pela música. Sonhar, acreditar e jamais desistir, tudo isso sem perder a fé. Locutor, cantor e acadêmico de jornalismo. Apresentador do Viva-Voz. Me siga no insta: @padubotelho.

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