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Incêndio destrói Museu Nacional do Rio de Janeiro, o maior museu do país

Museu Nacional do Rio de Janeiro é destruído por incêndio que levou 6 horas para ser controlado pelo Corpo de Bombeiros

O Museu passará nesta segunda-feira (03) por inspeção de técnicos da Defesa Civil e do próprio Corpo de Bombeiros para avaliação dos estragos e busca por peças que ainda possam ser recuperadas. As chamas, ainda sem causa conhecida, consumiram o Palácio, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, na noite de ontem, domingo. O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do Brasil e tinha cervo de mais de 20 milhões de itens, muitos únicos. No momento do incêndio, os dois hidrantes próximos à instituição apresentaram problemas e não tinham pressão suficiente para auxiliar no combate às chamas. Segundo os Bombeiros, a solução, depois de 2 horas de incêndio, foi retirar água de um lago próximo, além de contar com caminhões-pipa. A Polícia Civil abriu inquérito para investigação das causas do incêndio e repassará o caso para a Delegacia de Repressão a Crimes de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal, que vai apurar se foi ou não criminoso.

Ainda ontem, o presidente Michel Temer publicou sua manifestação sobre o incêndio no twitter:

Segundo o vice-diretor do Museu Nacional, Luiz Fernando Dias Duarte, Michel Temer e a presidência não responderam às solicitações feitas pela instituição e houve “descaso” de vários governos com o patrimônio.

Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, também se pronunciou através de redes sociais. Para Crivella, é “dever nacional reconstruí-lo (o Museu) das cinzas, recompor cada detalhe”. Internautas comentaram a postagem, questionando como seria possível reconstruir materiais únicos na história de várias civilizações.

Corte de orçamentos da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Museu Nacional

Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), à qual o Museu é subordinado, criticou o trabalho dos bombeiros, dizendo que faltou logística e capacidade de infraestrutura da corporação.

Desde 2014, a UFRJ e o Museu Nacional enfrentam grandes problemas com corte de orçamento e baixos investimentos em manutenção. Informações iniciais indicam que a instituição deveria receber R$ 515 mil por ano da Universidade, em três parcelas. No entanto, segundo a direção do museu, apenas R$ 300 mil foram repassados nos últimos três anos, inclusive em decorrência de cortes na própria verba da Universidade.

Para Sérgio Sá Leitão, Ministro da Cultura, houve falhas na política de conservação de bens culturais. O Ministro prometeu, nesta segunda-feira, através de comunicado divulgado em nome do MinC, apresentar plano de preservação para outros centros históricos de todo o país e iniciar projeto de reconstrução do Museu Nacional.

Nota Oficial divulgada no site do Ministério da Cultura

Alunos de cursos de museologia do Rio de Janeiro se reúnem para construir acervo de imagens e fotos do Museu Nacional, destruído pelo incêndio deste domingo (02). O museu – mais antigo e maior do Brasil – abrigava, entre outros milhares de itens, meteoritos resistentes a altas temperaturas, que ficaram intactos após o fogo; fósseis de milhões de anos; o crânio de Luzia, mais antigo registro humano das Américas, encontrado em Minas Gerais e até múmias e a maior coleção de história egípcia da América Latina. Muitos funcionários da instituição, quando souberam do incêndio, foram ao local para tentar salvar o máximo de peças possível.

Foto: Reprodução | Facebook

 

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Jornalista e especialista em marketing digital, agora mergulho no universo radiofônico. Produtora do #CaféComBlink. No ar de 2ª a 6ª, a partir das 7h, na Blink 102. Amo colecionar histórias... Me conta a sua?!

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