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Lama do desastre de rompimento de barragem no Brasil é tóxica, de acordo com a ONU, contradizendo negações de empresas

A lama de uma barragem que rompeu em uma mina de minério de ferro no Brasil este mês, matando 12 pessoas e poluindo um rio importante, o Rio Doce, é tóxica, de acordo com os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas. A declaração contradiz alegações da Samarco, que alega que o desperdício de água [...]

A lama de uma barragem que rompeu em uma mina de minério de ferro no Brasil este mês, matando 12 pessoas e poluindo um rio importante, o Rio Doce, é tóxica, de acordo com os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.

A declaração contradiz alegações da Samarco, que alega que o desperdício de água e mineral contido pela barragem não são tóxicos.

Citando “novas evidências”, o Escritório do Alto Comissariado para Direitos Humanos da ONU afirmou, em um comunicado, que o resíduo “continha altos níveis de metais pesados tóxicos e outros produtos químicos tóxicos.

A agência não identificou os estudos que eram a base para a declaração, nem disse quem a conduziu.

A Samarco alegou que estava tomando todas as medidas possíveis para prover assistência emergencial para todos aqueles que foram afetados pela ruptura da barragem e para reduzir os impactos econômicos e sociais do desastre.

A companhia disse que ambos os testes pré e pós desastre mostram que a lama liberou uma mistura de água, óxidos de ferro e sílica ou quartzo, conhecidos como rejeitos, não representavam qualquer perigo para a saúde humana e não continham contaminantes da água.

Enquanto os níveis de ferro e manganês na lama estão acima do normal, a Samarco dizia que os mesmos estavam abaixo de níveis perigosos.

A BHP Billiton, uma das donas da Samarco, afirmou que os resíduos estavam quimicamente estáveis e não mudariam sua composição na água.

Biólogos vêm se mostrando chocados pelo impacto do rompimento da barragem, o qual foi chamado pelo governo brasileiro de o pior desastre ambiental de todos os tempos.

A lama matou milhares de animais enquanto descia pelo Rio Doce, que conecta o Estado de Minas Gerais com o Espírito Santo na costa do Atlântico.

Os 60 milhões de metros cúbicos de resíduos minerais, o equivalente a 25.000 piscinas olímpicas, corta o acesso a água potável para um quarto de milhão de pessoas. O sedimento de lama laranja e denso já atingiu o oceano.

A declaração da ONU criticou as respostas das empresas e do governo brasileiro como “insuficientes”, dizendo: “O governo e as empresas devem estar fazendo tudo ao seu alcance para evitar mais danos.”


Matéria traduzida e adaptada do portal online do jornal The Guardian.

Escrito por

Jornalista Brasileira. Produtora de conteúdo. pura canceriana. descobrindo maneiras de agradecer, sempre. respirando fundo, de vez em quando. a louca da poesia, dos contos e das letras de músicas. Journalist brazilian w/ italian citizenship - cargocollective.com/giuliasimcsik

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