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Maromba sem limites: entenda melhor a Vigorexia.

Se há dez anos essa era uma cena não muito comum entre os jovens, hoje com absoluta certeza já a vemos constantemente. Quando em bares ou festas, é natural topar com rapazes grandalhões e que definitivamente treinam bastante. Todos com seus enormes bíceps e peitorais a desfilar pelo ambiente, quase formam uma cena combinada, como se fosse um encontro anual de uma franquia de academias.

Claro, não estamos dizendo que todos os adeptos da marombation sofrem disso, mas é importante ficar atento a alguns sinais que podem indicar a dismorfia muscular ou, simplesmente, vigorexia, um transtorno de aparência que é pouco conhecido mas está se tornando cada vez mais comum, principalmente entre homens.

Não importa se tenham barriga tanquinho ou peitorais sarados, as pessoas afetadas pela condição são obcecadas com a ideia de que não são musculosas o suficiente.

“Para mim, é uma obsessão saudável. Além disso, se você quer ser melhor que os outros, precisa ser um pouco obcecado. É um estilo de vida, algo que você faz 24 horas por dia, 7 dias por semana”, disse  Nicolas Deporteer à BBC.

De acordo com um estudo recente da Universidade de Sydney, os homens têm quatro vezes mais chances de ter vigorexia e não serem diagnosticados do que as mulheres.

Em um estudo de larga escala sobre a imagem corporal no mundo industrializado, pesquisadores descobriram que, embora proporcionalmente mais mulheres estejam insatisfeitas com seus corpos do que homens, eles sofrem mais psicologicamente.

“Homens insatisfeitos com seus corpos podem ser um grupo particularmente de risco”, diz Scott Griffths, autor principal do estudo. “O estigma adicional sobre os homens é que eles seriam menos masculinos sofrendo de um problema estereotipado como feminino.”

A condição, que costumava atingir principalmente halterofilistas e quem se exercitava muito, está se tornando um “problema de saúde em ascensão”, de acordo com especialistas.

A vigorexia é muitas vezes descrita como uma anorexia ao contrário: enquanto quem sofre de anorexia se acha muito grande, os vigoréxicos se veem como pequenos e fracos e querem crescer.

A insatisfação com o corpo toma forma diferente em homens, destaca Griffith. Enquanto mulheres tendem a ser obcecadas por diminuir seu peso, homens normalmente se preocupam em crescer.

Não se sabe exatamente quantas pessoas são afetadas pela dismorfia muscular.

Uma reportagem do programa Newsbeat, da BBC, revelou, no ano passado, que 1 em cada 10 homens nas academias do Reino Unido tinha a desordem e, embora seja difícil ter estatísticas, médicos acreditam que os números sejam semelhantes em países do Ocidente.

Pesquisas indicam que até 2,4% dos homens se encaixam no critérios de diagnóstica de dismorfia corporal e 22% deles sofrem especificamente de vigorexia, de acordo com o psiquiatra Roberto Olivardia, da Harvard Medical School.

Mas esses números podem estar subestimados.

Outra pesquisa, publicada no Reino Unido recentemente pelo centro de estudos de publicidade Credos, mostra que jovens do sexo masculino estão cada vez mais preocupados com sua aparência: mais da metade de todos os garotos do ensino médio que participaram da pesquisa consideraram que exercícios são o meio para atingir o corpo desejado.

Segundo especialistas, o aumento da musculação recreacional, assim como o crescimento do retrato de homens cada vez mais musculosos na mídia, é parte de uma tendência preocupante.

A vigorexia aumentou como um efeito colateral indesejado, com as ameaças à saúde associadas.

“A nova pesquisa mostra que homens podem correr risco não só de dietas excessivas como têm uma tendência desproporcional a ter depressão”, diz o estudo da Universidade de Sydney.

E a depressão relacionada à vigorexia pode assumir muitas formas – desde explosões de raiva devido à falta de “progresso” até se exercitar mesmo machucado e entrar em pânico por perder um dia de academia.

E o uso de anabolizantes e hormônios é um perigo associado, que segundo o estudo está aumentando.

Qual a sua relação com a academia? Você é do tipo que se falta um dia já fica se sentindo culpado ou é mais relax e faz apenas para se manter saudável e sem exageros?

fonte: deles.ig.com.br

 

 

 

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Escrito por

Buscando a felicidade sempre. Apaixonado pela comunicação e pela música. Sonhar, acreditar e jamais desistir, tudo isso sem perder a fé. Locutor, cantor e acadêmico de jornalismo. Apresentador do Viva-Voz. Me siga no insta: @padubotelho.

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