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Calada

Uma historinha para lembrar durante seu fim de semana, caso seja necessário.

Houve um tempo em que eu ia muito para Aquidauana passear com os amigos. Ajudava bem no tédio de domingo que me acompanha desde que aprendi a ler. Num desses domingos fomos Ana, Sérgio, Cris e eu, para mais uma busca pela beleza da vida e fazer isso entre amigos, pode deixar tudo muito melhor.

Pois bem, lá fomos para Pousada Sol Amarelo. Tudo certo, até a Dona Linda, no caso eu, que falo mais que o homem da cobra, começar a conversar com famílias transeuntes e desconhecidas que estavam na mesma pousada. Assim conheci Dona Agnes, um encanto de pessoa. Amarramos um papo e viramos melhores amigas em cinco minutos, o suficiente para me meter até na hora dela ir embora: Fica Dona Agnes, volta com a gente pra Campo Grande. Ah, deixa de ser boba. Com essa ideia fixa, convenci o filho, o marido e o papagaio a deixar a Dona Agnes com a gente, de tão legal que era. Ignorando completamente a programação que faríamos na parte da tarde e as condições físicas necessárias para descer o rio Aquidauana de boia de caminhão, inclui minha amiga nova na aventura. Sua pressão alta foi a surpresinha revelada bem no meio do passeio. E o medo dela infartar ali? na bóia?

Como tudo passa, isso também passou. Na volta comemos o bolo da tarde e já retornaríamos a Campo Grande. Eu, no meu medo, nem olhava para a Ana e a Cris sentadas no banco de trás com a cara tipo Linda – Porque você faz essas coisas? Seguimos viagem e para me ajudar mais um pouco, o carro quebrou. Ficamos os quatro , agora os cinco, num silêncio que dava pra ouvir sinos tibetanos (do Tibet mesmo). Os cinco na estrada com aquela mulher que eu nem sabia onde que morava, pensando com meus botões – só queria um papinho, uma alegria, me inserir, agora fiz esse rolo. E ainda tenho que arrumar carona e garantir a segurança dela até chegar em casa. Arrumei um policial que levaria até o aeroporto e de lá, acredite, tive que pagar um táxi. Reflexão para domingo. Nunca converse com estranhos quando estiver entre amigos. Sem mais dicas.

Escrito por

Linda Raquel Benitez é uma brasileira campo-grandense. Empresária, e estudante de filosofia, é produtora cultural e design de eventos, há 20 e poucos anos na estrada. Formada em buscar um jeito mais leve de ver a vida, sua especialização é falar sem parar. Desde o ano passado, decidiu escrever e assumir suas crônicas para o mundo.

1 Comentário

1 Comentário

  1. Marta Cel

    16/01/2020 em 19:54

    textos lindos.

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