O carnaval está chegando e, junto com a data, aparecem os lembretes sobre o risco das doenças sexualmente transmissíveis. É claro que a gente precisa “ficar esperto” o ano todo, mas vamos aproveitar a data para destacar que usar camisinha previne, além dos bebês, as infecções.

Entre 2007 e 2017, o número de casos notificados de HIV entre jovens de 15 a 24 anos subiu 700% de acordo com o Boletim epidemiológico HIV/Aids 2018. Especialistas explicam que o aumento está vinculado, não apenas à falta do uso da camisinha, mas também à maior facilidade do diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis.

O #CaféComBlink debateu o tema nesta segunda-feira (18), levantou a questão da “banalização” do uso da camisinha e ouviu o ponderamento da infectologista Andrea Linderberg sobre os múltiplos fatores do aumento do número de registros de pessoas portadoras do vírus HIV:

De acordo com a especialista, o número de casos de HIV no Brasil pode ter crescido pela facilidade de acesso aos testes e exames, que apontam se a pessoa é ou não soro positiva. O tratamento, hoje, contra a AIDS é muito eficaz. A médica explica que, portanto, mesmo sendo portador da doença, é possível ter uma vida “normal” e destaca, apesar dos dados recém divulgados, que a porcentagem de portadores do vírus no Brasil não é formada apenas por jovens.

Outros levantamentos apontam aumento dos casos de AIDS entre idosos. Para a Dra. Andrea Lindernberg, a terceira idade muitas vezes “acaba não se prevenindo”. Portanto, a atenção e o uso de preservativos são importantes para todos os que têm vida sexual ativa.

A testagem para identificar o HIV é gratuita e pode ser realizada, inclusive, em postos de saúde preparados para atendimento psicológico do paciente.

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