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AS 7 PERGUNTAS MAIS IMPORTANTES SOBRE A LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS

A produção de notícias falsas têm sido aprimorada, com o uso de tecnologia avançada, que possibilita, por exemplo, adulterar vídeos deixando cada vez mais difícil separar a realidade do produto da manipulação digital.

São as chamadas “deep fake news”, ou notícias falsas profundas. 

“Esta é uma época perigosa. Nós temos de ser mais cuidadosos com o que vemos na internet”, disse Barack Obama, ex-presidente dos EUA, num vídeo publicado no YouTube.Só que o Vídeo é falso!

Para demonstrar o resultado, o site BuzzFeed utilizou o app para criar  uma versão falsa do ex-presidente Barack Obama, cuja voz foi dublada pelo ator Jordan Peele. Confira:

O clipe viralizou, foi acessado por quase 4 milhões de pessoas. Mas ele não é real. Trata-se de um deepfake: um vídeo falso, produzido por um aplicativo de inteligência artificial (ele tem esse nome porque usa técnicas dedeep learning, em que o computador aprende sozinho, por tentativa e erro, a simular o rosto de alguém).

O programa, que circula na rede há alguns meses, usa técnicas de deep learning (método em que o computador aprende a fazer algo sozinho, por tentativa e erro) para inserir o rosto de qualquer pessoa em qualquer vídeo: um procedimento batizado de deepfake. O software precisa ser alimentado com uma certa quantidade de vídeos reais, para que possa mapear o rosto da pessoa – por isso, as primeiras vítimas têm sido celebridades. Mas, como as pessoas comuns costumam postar vídeos de si mesmas nas redes sociais, também podem ser alvo dos deepfakes.

Os resultados são bastante convincentes, o que tem gerado preocupação nos EUA: além de usar a ferramenta para inserir pessoas em vídeos pornográficos, também seria possível forjar coisas que alguém não disse, e usar isso em contexto político ou judicial.

Qual a solução?

Nick Cohen e Hazel Baker tentaram indicar algumas soluções para a epidemia de fake news em vídeo.

A própria tecnologia pode resolver o problema, com algoritmos que relacionam o fake ao vídeo original de forma automática. O YouTube, por exemplo, poderia marcar filmagens que tenham sido adulteradas ou que sejam cópias. Uma iniciativa que até já fazem, em parte, por conta de direitos autorais. 

Enquanto isso não acontece de maneira satisfatória, estamos dependentes do julgamento humano, pro melhor ou pro pior. Algo que pode ser feito por profissionais especializados e pela imprensa, que nós últimos anos tem dedicado cada vez mais pessoal e recursos em plataformas de checagem de fatos.

De qualquer forma, os jornalistas foram taxativos ao apontar uma medida prioritária no combate às notícias falsas: educação digital. 

A tecnologia evoluiu tão rapidamente, que pouco tivemos tempo para pensar na “alfabetização” online das antigas e novas gerações. Todos sabem consumir conteúdo, mas poucos foram educados na arte do senso crítico. Um item cada vez mais raro e vital em tempos de mentiras cada vez mais elaboradas e tecnologicamente avançadas.

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