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Desafio da maternidade: a pressão social sobre as mulheres.

Recentemente, uma nova questão foi levantada através do Facebook. Em resposta ao “desafio da maternidade, que consiste em convidar mulheres a publicarem três fotos que representem o lado bom de ser mãe, a carioca Juliana Reis fez uma declaração em seu perfil dizendo que amava seu filho mas detestava ser mãe, e isso foi suficiente para que o assunto pululasse e viralizasse na rede. O desabafo rapidamente atraiu milhares de curtidas, além de uma série de comentários tanto de apoio, quanto de repúdio – alguns afirmando que elas devem sofrer de depressão pós-parto. O perfil de Juliana chegou inclusive a ser denunciado e posteriormente bloqueado.

E é aqui que Marcos Vinícius também entra na história, a partir dessa e outras declarações, também resolveu dar seu recado. Segundo ele, A dor de uma mulher recém-parida precisa ser respeitada. A dor de uma mulher que perdeu seu bebê precisa ser respeitada. A dor de uma mulher que sofre de depressão pós-parto precisa ser respeitada. As mulheres e suas dores precisam ser respeitadas, de uma vez por todas!”, afirmou, ele que é pai de Mia, de 6 meses e meio.

Sua esposa, Monique, tentou suicídio duas vezes e também dividiu um pouco da sua experiência. “Jogam no nosso colo uma responsabilidade absurda e querem que nós sejamos fortes na hora! Eu achei que fosse morrer. Tentei suicídio duas vezes! Planejei o nascimento da Mia com todos os detalhes, mas graças a essa depressão pós-parto de m**** vi tudo saindo do meu controle. Com sorte consegui fazer meu TCC e concluir a faculdade. Mas emprego? Trabalhava há seis anos num escritório de advocacia, fui demitida. É muito difícil tudo! Brother, perdi meu emprego, mal consigo estudar pra fazer a prova da OAB, tenho olheiras gigantes e ainda tenho que sair sorrindo nas fotos?! As pessoas confundem muito a anulação do antigo eu com falta de amor pelo filho! Falta empatia e principalmente interpretação de texto”.

E Marcos vai adiante:

A Monique cuida da Mia como se fosse mãe há 50 anos, jamais conseguiria cuidar da nossa filha dessa forma. Dou banho, mamadeira, troco a fralda mas nunca serei o que a Monique é. Parece que ela nasceu sabendo ser mãe. O tempo passou e, hoje, estamos nos adaptando bem à chegada da Mia. O susto sumiu. Mas percebi que antes muitos resolveram apedrejar. Chamavam minha esposa de louca e, quando a Monique resolveu se afastar das pessoas por causa da depressão, a criticavam sem nem saber o motivo do afastamento. Se a sua maternidade foi perfeita e comercial de margarina, porque não tenta dar um conselho construtivo pra mães recém-paridas? Sou homem mas aprendi com a minha esposa a palavra sororidade (pacto entre as mulheres em dimensão ética, política e prática do feminismo contemporâneo). Está faltando isso entre algumas mulheres. Falta respeito entre o ser humano. Vi minha esposa sofrer o preconceito na pele por causa da depressão pós parto. Passei tudo isso com ela e pretendo passar o que for pela Monique e pela Mia. Depressão não é palhaçada. Isso não é frescura de mulher, a Internet virou um tribunal aberto, onde todo mundo julga todo mundo sem ter passado por situação semelhante.

Diante do exposto, você acha que a sociedade em geral (homens e mulheres) ainda exerce uma pressão muito grande sobre mulheres que não se sentem confortáveis com a maternidade?

fonte:deles.ig.com.br e revistamarieclaire.globo.com

Escrito por

Buscando a felicidade sempre. Apaixonado pela comunicação e pela música. Sonhar, acreditar e jamais desistir, tudo isso sem perder a fé. Locutor, cantor e acadêmico de jornalismo. Apresentador do Viva-Voz. Me siga no insta: @padubotelho.

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