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O Marketing da Notícia: Qual é o verdadeiro papel da mídia?

Você já se perguntou por qual motivo notícias ruins ganham sempre mais espaço do que as notícias boas, nas manchetes de jornais? Estamos acostumados a acreditar que os meios de comunicação e o conteúdo jornalístico com o qual temos contato diariamente e a todo momento, é supostamente 'imparcial' e tratado de forma neutra pelos meios [...]

Você já se perguntou por qual motivo notícias ruins ganham sempre mais espaço do que as notícias boas, nas manchetes de jornais?

Estamos acostumados a acreditar que os meios de comunicação e o conteúdo jornalístico com o qual temos contato diariamente e a todo momento, é supostamente ‘imparcial’ e tratado de forma neutra pelos meios de comunicação que noticiam este conteúdo. Um provável equívoco.

A resposta desta e de várias outras perguntas, talvez possam ser dadas pela psicologia. A forma como uma notícia soa é determinante no impacto que o fato por trás da grande manchete vai ter psicologicamente nos espectadores daquele veículo. Existe uma grande diferença entre uma manchete com os dizeres ‘Dólar fecha o dia em alta, cotado a R$ 4,10‘, do que ela ter o título como ‘Real atinge maior desvalorização da história e dólar fecha o dia cotado a R$ 4,10‘. A notícia é a mesma. Mudou apenas a forma como ela soa para o espectador. Isso é o que diferencia a notícia dada pelo portal X ou Y – é o marketing da notícia. É a concorrência na busca por vender um fato da forma mais atraente e impactante, que leve mais leitores a darem um ‘click’ na matéria.

Mas antes de responsabilizar os meios de comunicação por parcialidade e ‘manipulação’ da informação, temos que entender o problema de forma individual. Os jornais também são empresas que precisam vender seu produto, em busca de ser sempre melhor que os seus concorrentes. Uma notícia para existir como notícia tem que ser baseada em uma verdade. Se não há verdade, não há notícia.

Será mesmo que os grandes responsáveis por fazer uma notícia tomar as proporções que toma, são realmente os meios de comunicação?

O fenômeno que caracteriza todo este processo, é humano. É o mesmo fenômeno que pode justificar porque o trânsito para, toda vez que existe um acidente no meio de uma via, com pessoas acidentadas gravemente, chamam a atenção e atrapalham o fluxo de carros com a curiosidade dos motoristas que passam em ver toda situação de perto, sem nenhuma necessidade.

Ou o que justifica as fotos mais compartilhadas do WhatsApp, serem fotos de pessoas acidentadas ou mortas, como ocorreu no caso da morte do cantor Cristiano Araújo. Ou quando vazam nudes de alguma celebridade, como aconteceu recentemente com o ator Stênio Garcia. E, repare que em todos esses exemplos, não houve o intermédio de nenhum meio de comunicação de massa, como uma emissora de TV, rádio ou um jornal.

Os veículos acabam se tornando apenas um reflexo dos seus leitores e de seu público. A mídia é, sem dúvida, uma formadora de opinião.

A única coisa que ela não pode fazer, é obrigar qualquer pessoa a acreditar em uma matéria como sendo verdade incontestável.

Clique Aqui para ouvir os melhores momentos do programa Eita Pega desta terça-feira (06/10/2015)

Escrito por

Jornalista Brasileira. Produtora de conteúdo. pura canceriana. descobrindo maneiras de agradecer, sempre. respirando fundo, de vez em quando. a louca da poesia, dos contos e das letras de músicas. Journalist brazilian w/ italian citizenship - cargocollective.com/giuliasimcsik

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