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O poder da amêndoa num dia de sol

De manhã recebi mensagem fofa de um amigo.   – Vamos passear? 

Era um convite para conhecer as praias e ilhas de Búzios, com jet-ski novinho que ele comprou. O dia estava tão lindo, nem lembrei que era segunda-feira, percebi quando já estava lá na marina (lugar onde guardam os barcos, essas coisas). Até que deu um sentimento maroto de estar sendo sapeca com tanta coisa que eu tinha para fazer. Fui.

Veja se consegue imaginar: O sol amarelinho batendo naquelas águas azuis, as areias branquinhas e as árvores verdinhas na eterna dança do tudo perfeito. Um tipo de brilho molhado, meio dourado, tão diferente do marrom dos pântanos ou do verde azulado dos rios que conheço bem.

Agarrei a cintura dele e partimos.  Eu só pensando em como a gente fica mais bonito contra o vento, cabelos esvoaçantes, coisa de vídeo clipe. Até música tocava dentro da minha cabeça (“É verão por sinal já é tempo, de abrir o coração e sonhar”). Praia Azeda, Azedinha e eu, poderosa naquele marzão todo. Até um amigo pescador encontramos no caminho, conversamos e ainda mergulhei com a certeza de que já estou nadando bem (consegui dar três braçadas sem entrar em pânico). Seguimos viagem.

Saindo para explorar o mar aberto, um barulho tipo trchum, trchum e o jet-ski parou. Simplesmente parou, no meio do mar. Ele mergulhou, olhou por baixo e nada.  Ih, parou mesmo. Respirei, passei a mão no cabelo, percebi um navio de cruzeiro gigante lá longe. Sabe aquele medo que faz a gente até assobiar disfarçando? Era desse que eu sentia.

– Não vai ter jeito, vamos ter que esperar o resgate com o outro jet que já está a caminho, deve levar uns 30 minutos.

– Oi? 30 minutos? E esse sol? E será que está tudo bem mesmo?  Será que a culpa foi minha? Será que eu vou morrer hoje? Isso eu só pensei, porque por fora para mim, tudo certo. Uhum, vamos esperar. Está tudo bem.

Enquanto isso vi umas 04 tartarugas, senti aquela amoeba gigante que é o mar, envolvendo, balançando, balançando. Nunca tinha nem chegado perto desse pertencimento. Quando fui ver, o cruzeiro que ela lá longe já estava bem diante dos meus olhos! O vento e a onda vão enganando a gente e levando para onde quiser.

Essa história, como quero contar, termina aqui.  Trouxe você até esse ponto para outra coisa: para te falar de fé, entrega e amêndoa.

Descobri o pavor e a delícia de estar à deriva, indo para qualquer lugar. Não senti nem tanto medo na força do vento. Sem controlar nada, o dia fica ainda mais lindo.

A volta foi a 10km por hora, rebocados, com tempo de sobra para pensar na importância de coisas mínimas, que passam batido quando a gente acelera um pouco mais e que possibilidades podem ser perdidas nessa fração de segundos.

Já em terra, ligaram da marina. O que tinha entrado no motor era uma pequena amêndoa. Contra isso, ninguém pode.

Adoro amêndoas.

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