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O refresco da jarrinha sorridente.

Vida Fashion Week

É assim: acontece num pisco rápido, muito rápido. Sua chegada é ardilosa e úmida porque na maioria das vezes escolhe a pia da cozinha para se revelar. Essa pia, o templo de muitas rezas que farejam curas, em manhãs de quase verão. Um abrir-fechar que de súbito ilumina a fresta e descarrilha metros de pensamentos em respostas, num minuto tão segundo que deixaria qualquer um em estado de horas. Hoje foi assim com o suco de laranja.
A vontade era poder cortar as três ali mesmo, sem precisar de tábua de madeira, num tipo de preguiça menor, coisa de anti-herói, que não é o meu caso. Queria fazer a coisa direito e com as ferramentas necessárias. O corte certeiro no centro de cada uma, cores primárias e bem pontuadas na mistura entre morangos e gengibre, exibem o doce nascimento de um sabor fresco .
No espremedor amarelo, que parece carregar passado até no nome, a deixa de que seria necessário um tipo de força calculada para tirar aquele suco e que só apertar não resolveria. O movimento precisaria de compasso, meio que aperta, meio que gira. Conhece esse utensílio? É aquele, do tempo da vovó, para quem teve vovó, que não é o meu caso. É redondo com um bico no meio, com aquelas ranhuras esculpidas, onde devem ser colocadas as laranjas e acho que limões também.
Foi esse gira-aperta, esse pisco, o descarrilhar, pensamento, morango, gengibre e que importância tem se algum dia existiu uma centrífuga de última geração em uma outra pia minha qualquer, naquelas mais de mil peças necessárias para montar e tirar um mesmo suco, com outras laranjas e um mesmo passado. Aliás, passado é sempre um só, mesmo que vividos vários. 

O importante mesmo é tomar o suco, engolir a vitamina C e deixar as cascas para trás, como bem me ensinou a Lúcia, minha querida professora. Coisa para quem sabe só fazer um suco de laranja e entender que os dias simplesmente passam e que centrífugas vão e vem no eterno movimento de viver, o que não é bem o meu caso. 
Será que ainda  existe Ki-Suco para vender no mercado?

Antigo Cartaz de Ki-Suco, acervo de Linda Benitez.

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