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Projeto de lei na educação municipal gera polêmica no Eita Pega, ouça

Em Campo Grande, um projeto de lei tem gerado muita polêmica. O projeto em questão é o projeto de lei 8.242/16 que foi aprovado na manhã dequinta-feira (31), na Câmara Municipal de Campo Grande, o projeto do vereador Paulo Siufi e subscrito por alguns vereadores, que determina a afixação de cartazes nas salas de aula das [...]

Em Campo Grande, um projeto de lei tem gerado muita polêmica. O projeto em questão é o projeto de lei 8.242/16 que foi aprovado na manhã dequinta-feira (31), na Câmara Municipal de Campo Grande, o projeto do vereador Paulo Siufi e subscrito por alguns vereadores, que determina a afixação de cartazes nas salas de aula das instituições de educação básica pertencentes ao Sistema Municipal de Ensino e dá outras providências. O projeto teve apenas dois votos contrários.

 Clique aqui e leia o texto do projeto de lei 8.242/16.
Nesta terça-feira (5) chamamos a professora doutora em educação Mariuza Aparecida Camillo Guimarães para falar sobre o assunto, e por telefone conversamos com o vereador Paulo Siufi que esclareceu algumas dúvidas.
Segundo a professora Mariuza ensinar não é possível se você não expor valores e princípios, não significando que o professor esteja falando apenas os seus, mas não existe neutralidade em relações humanas, sendo este um assunto muito complexo.

A professora entendeu que o projeto conclui que “educação não tem currículo”.

De acordo com o vereador Paulo Siufi a lei preconiza que deve ser discutidos nas escolas a política a educação sexual e também as religiões, o que projeto veta é que não seja induzido a política partidária e a orientação sexual e nem a religião, visto que isto, segundo ele, pode ser feito em casa.

Mariuza diz ainda que, em nenhum momento a Câmara dos Vereadores convidou educadores para debater sobre o projeto.

Para entender melhor toda a fala da professora, ouça a opinião dela abaixo:

Também ouvimos o vereador Paulo Siufi, idealizador do projeto, o mesmo que deveria ter debatido este projeto com o grupo de estudo da UFMS no qual a Doutora Mariuza Aparecida Camillo Guimarães atua.

O que o vereador que “achou interessante” o fato do projeto que causou estranheza por parte dos professores, mas não proíbe, segundo ele o projeto visa trazer uma educação isonômica equitativa, onde todos pudessem ter dentro de todas as especificidades o que é homoaefetividade, o que são os partidos políticos, e as demais religiões mas sem sofrer indução do professorado.

Veja a fala do vereador no áudio abaixo:

 

Escrito por

Jornalista Brasileira. Produtora de conteúdo. pura canceriana. descobrindo maneiras de agradecer, sempre. respirando fundo, de vez em quando. a louca da poesia, dos contos e das letras de músicas. Journalist brazilian w/ italian citizenship - cargocollective.com/giuliasimcsik

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