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Para Luis Nassif, Operação Lava Jato tem INDÚSTRIA de delação premiada

Jornalista e blogueiro, Luis Nassif participa de bate-papo na Rádio Blink 102, prevê prisão de Michel Temer e relata dúvidas sobre realização das eleições presidenciais, em outubro: “não temos candidatos”. Ele opina sobre os poderosos que administram o país atualmente: “este pessoal, hoje no poder, sempre foi chantagista de presidentes que estavam fracos”.

A conversa, que aconteceu durante o #HoráriodePico também debateu o pré-sal brasileiro e o posicionamento da Petrobrás como uma empresa estatal. Nassif lembra da importância de assegurar energia, abastecimento e preços compatíveis, mas menciona a ironia de uma empresa do governo estar preocupada, acima de tudo, com o próprio lucro: “em nenhum país racional do mundo (…) você dá prioridade para o acionista em detrimento do consumidor”.

Como jornalista experiente e com diversas histórias, Nassif se manifesta sobre a promoção de ódio entre as pessoas e sobre a polarização entre direita e esquerda: “é um horror. Hoje, se você coloca algo que não é preto e nem branco, é cinza, já vem uma massa ululante em cima”. Para ele, vivemos um momento de irracionalidade que poderia ser mediado por uma grande imprensa “de nível”.  O entrevistado destaca que as notícias falsas também participam deste momento, mas não são uma novidade e nem um fenômeno exclusivo das redes sociais. O que acontece, hoje, é um “caos nas redes de informações, por causa das redes sociais”, conclui.

Luis Nassif sugere a modernização de gestão para que o país consiga lidar com as crises nas instituições e discorre sobre a Operação Lava-Jato com convicção: “há uma indústria da delação premiada na Lava Jato”, que envolve juízes, procuradores, advogados, delatores, entre outros. Ele destaca que já existe um levantamento feito pela imprensa independente investigativa com dados suficientes para acabar com a operação quando aceitarmos que ela já cumpriu com seu papel, e disserta sobre o papel dos principais órgãos de justiça: “Ministério Público, Judiciário e Supremo definiram um filtro muito cômodo para eles: só o que sai na grande mídia a gente aceita”.

[Ouça e assista]

Por Giulia Simcsik

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