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Pesado! Mãe fantasia filho de escravo pra festa de Halloween e gera revolta na internet

Reprodução: https://bit.ly/2yJxPgX

O Brasil é um país engraçado. Há pouco mais de 120 anos éramos uma nação escravocrata e até hoje parece-me que a paz com este período obscuro de nossa história ainda não foi feita. Muitos ainda se recusam a admitir a dívida histórica existente com a população negra e aqui no Brasil você sabe, tudo parece motivo de piada e nada é sério o suficiente.

Visualize a cena numa Alemanha da vida por exemplo. O que você acha que aconteceria se uma mãe levasse seu filho fantasiado de Hitler na festinha de Halloween da escola, por exemplo? Pois é. Um terror. E claro, é quase impossível que essa cena se concretize, primeiro porque os alemães aprendem desde criancinhas os horrores do holocausto e segundo porque este é um assunto que deixou marcas na população alemã em geral e é tratado com seriedade e com repúdio, principalmente para se evitar que coisas do tipo aconteçam novamente.

Mas aqui no Brasil, ah, é capaz de ter gente que duvide ter havido escravidão. Pois bem, vamos aos fatos:

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte vai intimar a mãe que ‘fantasiou’ filho de escravo para uma festa de Halloween . O caso aconteceu no início desta semana em Natal, quando a mulher publicou fotos do menino de 9 anos de idade caracterizado como um escravo, com correntes e marcas que simulavam feridas causadas por chicotes, e causou revolta e acusações de racismo nas redes sociais.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, a mãe que fantasiou o filho de escravo será chamada para prestas esclarecimentos, ainda nesta terça-feira (3), na Delegacia Especial de Defesa à Criança e Adolescente (DCA), em Natal.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte também abriu investigação sobre o caso. De acordo com a promotoria de Justiça da Criança e do Adolescente, o processo será tocado em sigilo, por envolver um menor de idade.

A caracterização do menino de 9 anos como escravo foi exibida pela mãe em suas redes sociais com a legenda: “quando seu filho absorve o personagem! Vamos abrasileirar esse negócio! #Escravo”.

Após a repercussão negativa e acusações de racismo , a mãe apagou as fotos e publicou pedido de desculpas. “Queria somente pedir desculpas pelo fato! Jamais foi minha intenção ofender alguém, estou extremamente arrependida por tudo que aconteceu e me sentindo MUITO mal com os xingamentos e as ameaças horríveis que estão me mandando. Desculpa a todos, do fundo do meu coração! #paz”, escreveu. Posteriormente, a mulher excluiu suas contas em redes sociais.

A ‘fantasia’ que motivou as críticas à mulher foi escolhida para a festa de Halloween do Colégio CEI, escola da região da Lagoa Nova na capital potiguar. Por meio de nota, o colégio lamentou a atitude da mãe que fantasiou filho de escravo . “Lamentavelmente, a escolha do traje para a participação do Halloween, feita pela família do aluno, tocou numa ferida histórica do nosso país. Amargamos as sequelas do trágico período da escravidão até os dias de hoje. O Colégio CEI não incentiva, nem compactua, com qualquer tipo de expressão de racismo ou preconceito, tendo os princípios da inclusão e convivência com a diversidade como norte da nossa prática pedagógica”, informou a instituição de ensino.

E aí, o que você acha? As feridas deixadas pela escravidão devem sim, ser tratadas de maneira mais séria por todos nós ou realmente não houve problema na fantasia escolhida pela mãe do garoto?

fonte: ultimosegundo.ig.com.br

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