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Por que o corpo nu desperta vergonha em nós?

Muito provavelmente você já sentiu vergonha em ficar nu na frente de um parceiro ou muitas vezes até de biquini ou sunga em frente a muitas pessoas. Claro, existem aqueles desapegados que não veem problema algum na nudez e até a exaltam como natural e sem necessariamente erotizar o corpo desnudo, mas com a maioria de nós, reles mortais, não é bem assim. Por que sentimos vergonha do corpo nu?

Bom, isso pode ocorrer pela ideia de que o corpo nu é indecente ou pelo medo de ser rejeitado por não preencher as expectativas de beleza na nossa cultura. As antigas civilizações tinham uma atitude bastante diferente da nossa diante da nudez e do sexo. Desconheciam o conceito de obscenidade, comum atualmente.

A verdade é que talvez tenhamos sido muito influenciados pela igreja, responsável por uma visão mais pecaminosa do nu ao longo dos séculos. Por exemplo, na Idade Média, visando a procriação, os casais eram autorizados a dormir nus. Mas mesmo no casamento, o nu permanecia uma situação perigosa. A representação de cônjuges nus em um leito poderia ser percebida como um sinal de luxúria.

Assim, a nudez oscila entre a beleza e o pecado, a inocência e a malignidade. A partir do século 13, a frequência das representações de Adão e Eva testemunha essa atração da nudez física humana sobre os medievais.

No século 19, o código de boas maneiras não permitia que uma moça de boa família se admirasse nua. Ela não podia se olhar no espelho nem mesmo ver seu corpo através dos reflexos da água da banheira. Havia produtos especiais para turvar a água do banho, de forma a impedir tal vergonha. Assim, as mulheres conheciam mal seus próprios corpos; proibiam-lhes até de entrar nos museus de anatomia. Na Inglaterra, a nudez total, por ocasião do dever conjugal, é considerada o cúmulo da obscenidade.

No século 20, a novidade na cama foi o destaque dado às preliminares. Até então o ato sexual foi conduzido de maneira bastante primitiva, inteiramente reservada à satisfação muito rápida do homem. Dentro do quarto os casais se despiam, mas ficavam no escuro. Os jovens casais dos anos entre as duas guerras tiveram pais educados no século 19, aos quais foram inculcadas regras de pudor muito estritas.

Contudo, a partir dos anos 1930, as mulheres passaram a ir à praia, usar maiôs, shorts, vestir saias-calças para andar de bicicleta. Pouco a pouco, os corpos foram se desvendando.

Hoje, a exigência de ter um corpo magro também acarreta sérios problemas. Na nossa cultura o pior preconceito que existe é contra a pessoa gorda. Homens e mulheres são escravizados pelo mesmo padrão de beleza, embora a mulher se importe menos de namorar um homem gordo. Como o homem foi educado a ter que provar que é o melhor o tempo todo, não é raro encontrarmos os inseguros, que dependem da avaliação estética que os amigos fazem de suas escolhas amorosas para se sentirem valorizados ou não.

Você se sente a vontade com seu corpo nu ou em roupas de banho em lugares onde há muitas pessoas reunidas? Conte pra gente.

fonte: reginanavarro.blogosfera.com.br

Escrito por

Buscando a felicidade sempre. Apaixonado pela comunicação e pela música. Sonhar, acreditar e jamais desistir, tudo isso sem perder a fé. Locutor, cantor e acadêmico de jornalismo. Apresentador do Viva-Voz. Me siga no insta: @padubotelho.

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