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Por que os alunos de SP estão ocupando as escolas públicas?

Mais uma vez, a juventude mostra a sua cara. O estado de São Paulo há 1 mês vem sendo cenário de movimentos e manifestações que tem surpreendido o governo do estado. No início de outubro, uma decisão da Secretaria de Educação de São Paulo determinou uma reorganização na estrutura educacional que é seguido por todas [...]

Mais uma vez, a juventude mostra a sua cara. O estado de São Paulo há 1 mês vem sendo cenário de movimentos e manifestações que tem surpreendido o governo do estado. No início de outubro, uma decisão da Secretaria de Educação de São Paulo determinou uma reorganização na estrutura educacional que é seguido por todas as escolas estaduais de SP. A decisão prevê separar os jovens pela sua categoria de ensino, nas divisões de Ensino Médio e Ensinos Fundamentais I e II. A consequência disso é o fechamento de 95 escolas anunciados previamente pelo governo Alckmin, o que prejudica mais de 1 milhão de alunos em todo o estado.

A insatisfação foi abrangente: pais, alunos e professores contestam esta ‘reorganização’ onde o governo de SP quer utilizar os parâmetros de países desenvolvidos que adotam o modelo estrutural proposto

Mobilizado pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), milhares de alunos da Rede Estadual de Ensino decidiram ocupar centenas de unidades educacionais, em protesto à decisão que resulta no fechamento dessas escolas.

Desde sua eclosão, o movimento “Não Feche a Minha Escola“, foi recebido com forte repressão policial a muitos que se envolveram de maneira engajada no movimento, e aparentemente não muito interessado em um diálogo, o governo Alckmin busca medidas na justiça para obrigar a saída dos alunos que ocupam essas escolas.

Contexto pouquíssimo citado ou noticiado na mídia, já que a ela não interessa dar voz à juventude brasileira sobre o que ela pensa, os jovens alunos de São Paulo podem estar mostrando pro Brasil uma fagulha de mudança, em um gigantesco palheiro de comodismo, conformismo e alienação. Não adjacentes a atual situação brasileira, e como muitos categorizados por ‘jovens rebeldes sem causa‘, uma grande causa pode sim mobilizar jovens não só em São Paulo mas no país inteiro, se a moda pegar: O descaso da educação – do primeiro ano do Jardim de Infância até o último ano do Ensino Médio.

A atual geração da juventude, que parece imobilizada e impossibilitada de mover-se frente ao modelo ultrapassado e ineficaz de educação que é aplicado no Brasil, que muito menos deve se resolver com a separação de turmas e o fechamento de escolas, se divide entre adolescentes de todas as classes sociais, localidades, culturas e criações, que buscam um ensino de qualidade, refúgio da violenta realidade que a cidade mostra pro mundo da porta da sala de aula para fora.

Não coincidentemente, faltam profissionais qualificados em todas as áreas do mercado de trabalho. Se colhemos aquilo que plantamos, logicamente por medidas de curto prazo sem grandes efeitos, o Brasil não produz profissionais que demandem a nossa necessidade de profissionalismo em todos os segmentos da economia. Para isso não é necessário se pensar muito para chegar a essas e demais conclusões sobre a negativa realidade brasileira.

Mas será que eles querem realmente que a gente pense?

 

Artigo escrito por Rodrigo Diniz

 

Escrito por

Jornalista Brasileira. Produtora de conteúdo. pura canceriana. descobrindo maneiras de agradecer, sempre. respirando fundo, de vez em quando. a louca da poesia, dos contos e das letras de músicas. Journalist brazilian w/ italian citizenship - cargocollective.com/giuliasimcsik

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