Conecte com a gente

BLINK NEWS

Projetos revelam que a Câmara dos Deputados esqueceram da atual crise econômica do país

Alguns sinais revelam que a Câmara dos Deputados não está nem um pouco atenta e disposta a lidar com o ajuste fiscal a fim de enfrentar a crise econômica. Depois do afastamento da presidente Dilma Roussef e a entrada de seu vice Michel Temer à presidência, membros da Câmara aprovaram e até mesmo desengavetaram três [...]

Alguns sinais revelam que a Câmara dos Deputados não está nem um pouco atenta e disposta a lidar com o ajuste fiscal a fim de enfrentar a crise econômica. Depois do afastamento da presidente Dilma Roussef e a entrada de seu vice Michel Temer à presidência, membros da Câmara aprovaram e até mesmo desengavetaram três propostas que concebe despesas extras. Confira neste artigo estes três projetos que por si só revelam a “preocupação” da Câmara com a economia brasileira.

Uma dessas propostas, por exemplo, é o reajuste a servidores federais que recebeu aval do governo Temer. Estes aumentos não envolvem somente funcionários da Câmara, mas incluem também órgãos do Executivo e Judiciário. Somente a parte que se refere aos servidores da Câmara vai custará R$558,2 milhões em 2016.

As outras duas propostas já partiram de integrantes da Mesa Diretora da Câmara, que refuta pela direção das atividades da Casa.

Em 23 de junho o primeiro secretário da Câmara anunciou o começo dos trabalhos para auxiliar o projeto da construção de um novo anexo na Câmara. Esta obra é uma adequação do “Parlashopping”, que foi prometida por Eduardo Cunha, o então presidente da Casa e agora afastado. Tal projeto previa lojas e restaurantes e foi orçado em R$1 bilhão, e foi extremamente criticado

A licitação para esta obra deve sair no segundo semestre deste ano. Este projeto prevê um prédio com três pavimentos e seis subsolos (cinco somente para garagem), auditório com capacidade para 665 lugares e 122 gabinetes. Segundo a Mesa da Câmara a configuração atual da Casa não atende mais às conformidades dos congressistas. O custo estimado do novo anexo da Câmara é de R$320 milhões.

O deputado Beto Mansur afirma que o dinheiro da obra não vai sair do cofre atual da União e sim dos recursos da Câmara, quardados desde 2007 na Conta Única do Tesouro Nacional. Sobre o assunto o parlamentar afirmou:

Temos a cabeça no lugar. Não vamos ficar buscando dinheiro que não seja o dinheiro exato da Câmara.

Em entrevista o líder do PPS, Rubens Bueno afirmou que:

 “Aquilo que é dinheiro da Câmara dos Deputados é dinheiro público, portanto, o reequilíbrio [das contas públicas] começa nos próprios parlamentares”

Chico Alencar do PSOL também deu o seu parecer:

 “Na estrutura atual, todos os parlamentares estão aptos a exercer plenamente seus mandatos”

Mas não para por aí, há também o projeto que prevê  autorização para o serviço de saúde da Câmara ser usado também por parentes de ex-deputados. No texto, é definido como “parente” os cônjuges, filhos, pais e quem for considerado dependente por determinação legal. O projeto altera artigos de uma resolução de 1971, que garante o benefício a ex-deputados, a deputados em atividade e apenas a parentes dos parlamentares ativos.

O texto é assinado por cinco dos seis membros da Mesa Diretora da Câmara no dia 9 de junho, o que inclui o  presidente interino Waldir Maranhão, conforme revelou reportagem da “Folha de S.Paulo”. Os deputados solicitaram que o projeto caminhe em regime de prioridade na Casa. Não há uma estimativa do custo da proposta.

Procurado pela “Folha”, Beto Mansur afirmou não saber da inclusão do trecho e que o projeto deveria apenas permitir a realização de convênios com outros órgãos públicos federais. Mansur disse que o projeto será corrigido.

Mas, temos que citar mais um projeto, o que autoriza o aumento dos salários de 16 categorias do serviço público, em 1º de junho, foi uma das primeiras resoluções da Câmara do governo interino. Os deputados aprovaram 14 projetos, entre eles o que prevê reajuste a servidores do Judiciário, um dos salários mais altos – para algumas funções haverá reajuste de 41%.

O impacto do reajuste no orçamento entre os anos de 2016 e 2018 será de 67,7 bilhões

Este reajuste contou com o aval do governo temer e agora precisa ser votada pelo Senado. O ministro interino do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou que este aumento já estava em acordo e previsto na lei prçamentária de 2016. Ele afirma que, a revogação provocaria, “uma crise” no serviço público.

Com relação a repercussão negativa dos projetos, o reajuste do Judiciário foi aprovado  pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e será encaminhado para votação em plenário.

Notícias em seu email?

Coloque aqui seu melhor e-mail que enviaremos "Blink News" para você semanalmente!

Escrito por

Jornalista Brasileira. Produtora de conteúdo. pura canceriana. descobrindo maneiras de agradecer, sempre. respirando fundo, de vez em quando. a louca da poesia, dos contos e das letras de músicas. Journalist brazilian w/ italian citizenship - cargocollective.com/giuliasimcsik

Clique para comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

RECOMENDADOS PARA VOCÊ:

As eleições na Câmara e no Senado

BLINK NEWS

AS 6 PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA | 4 DE FEVEREIRO

BLINK NEWS

AS 6 PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA | 1º DE FEVEREIRO

DESTAQUES NEWS

Eleições na Câmara e no Senado acontecem nesta sexta-feira (1º)

BLINK NEWS

Notícias em seu email?

Coloque aqui seu melhor e-mail que enviaremos "Blink News" para você semanalmente!

WhatsApp chat