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Rock in Rio: as pessoas vão pela música ou pelo status?

Não é de hoje que grandes festivais viraram febre entre a galera mais descoladinha. De Lollapalooza a Rock in Rio, de Coachella a Burning Man. Cada vez mais, vemos pessoas dispostas a desembolsarem uma boa grana para viverem o sonho de um grande festival, seja pela música, pela experiência ou ainda pelo status do tipo: ah, eu fui.

Veja, por exemplo, o Rock in Rio. A cada edição, que este ano rola de 15 a 24 de setembro, o evento dá mais indícios de que é muito mais do que um festival de música e atrai gente que mal conhece as bandas que vão tocar. Ainda que as bandas e os popstars atraiam centenas de milhares de pessoas ao festival, atrações que vão além da música fazem até quem não é fã dos artistas participarem do evento.

Este ano, além dos dois palcos principais, os fãs poderão se divertir em outras atrações, como um parque de diversões, arena de games e a já tradicional Rock Street, em que artistas se apresentam em uma espécie de rua na área do festival.

Todas essas atrações potencializam a experiência de quem vai ao festival: além de curtir bons shows, o público também pode dar uma volta na montanha-russa, conhecer seus youtuber favoritos ou brincar em ativações dos vários patrocinadores do evento. Mas quem vai apenas pela música talvez nem leve isso em consideração: não é pequena a quantidade de pessoas que vai passar horas na grade do palco principal para ver de perto ídolos como Lady Gaga, Justin Timberlake, Red Hot Chili Peppers e Guns N’ Roses.

Status

De todos os festivais de música que acontecem no Brasil, o Rock in Rio é o que mais representa um status. Por ser um dos festivais mais antigos do País, a vontade de participar de uma edição já acometeu quase todo fã de música. Parte disso se deve à campanha de marketing do evento de Roberto Medina, que torna o “Eu Fui ao Rock in Rio” um status que muita gente quer ter.

Por isso, a vontade de ir ao RiR é mais interessante do que a de ver um artista específico. Em outras palavras, muita gente vai ao festival só pela experiência de participar, mesmo que não seja fã das bandas e artistas que se apresentarão.

Isso, obviamente, não é uma coisa ruim. Os fãs de música ainda conseguem ver seus artistas favoritos e quem só quer se divertir no festival também consegue assistir a bons shows e ter uma experiência única.

O problema pode começar a acontecer se o Rock in Rio passar a focar no segundo público e deixar a música mais de lado. O primeiro indício, ainda tímido, de que isso pode acontecer é a nova arena voltada para gamers e youtubers, inaugurada nesta edição do festival. Por enquanto, isso é só mais um atratativo para o público e mostra o quanto o RiR é um festival plural – mas o que o público realmente quer é que ele continue sendo um festival de música.

Você já foi em um grande festival? Tem vontade? Acha que as pessoas quer participam vão mais pela música ou pelo status? Conte pra gente.

fonte: gente.ig.com.br

 

 

 

Escrito por

Buscando a felicidade sempre. Apaixonado pela comunicação e pela música. Sonhar, acreditar e jamais desistir, tudo isso sem perder a fé. Locutor, cantor e acadêmico de jornalismo. Apresentador do Viva-Voz. Me siga no insta: @padubotelho.

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