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VIVA VOZ

Sexo dói? Quando dói? Sempre dói? Conheça seus limites e evite problemas.

Sua segunda-feira picante e mais quente acaba de chegar. Com Miss Suíte e Fabão, o Viva Voz que abre a semana sempre traz a você, o tipo de assunto reservado para adultos bem resolvidos e curiosos a respeito de uma das artes mais antigas do mundo, o sexo.

Recentemente, a atriz Lena Dunham revelou que precisou fazer fisioterapia para se recuperar de uma cena de sexo na qual participou, para a série Girls, muito conhecida por não ter pudor em retratar cenas calientes.  Durante entrevista para Seth Meyers no Late Night, a atriz e escritora decidiu contar uma história inusitada dos bastidores da comédia: “Eu basicamente disse para o meu colega de cena que era capaz de fazer coisas que, na verdade, não consigo fisicamente. Eu pensava ‘Posso não ser atlética, mas um professor de ioga falou que os músculos flexores do meu quadril são flexíveis, então não me preocupo com meu corpo.’ Na manhã seguinte, acordei e tinha algo muito errado.”

Você sabia que quase um terço dos adultos sexualmente ativos já se machucou na hora H?

“As lesões sexuais não são comuns, mas também não são tão raras”, explica Debra Herbenick, pesquisadora da Universidade de Indiana. “Um dos desafios é que os pacientes que chegam ao pronto-socorro têm vergonha de contar que se machucaram durante o sexo. Geralmente, eles não admitem que sejam lesões sexuais.”

Segundo uma pesquisa de 2010, quase um terço dos adultos sexualmente ativos já se feriu durante uma relação sexual, e cerca de 5% já tiveram que tratar uma contusão ou hematoma. Entre as lesões mais comuns, estão o estiramento muscular, costas travadas e queimaduras de carpete nos joelhos. Cuidado com sofás, escadas e carros, os lugares mais comuns para sofrer ferimentos desse tipo.

Só os jovens são acometidos por esse tipo lesão? 

Embora ninguém goste de pensar num casal de velhinhos transando loucamente, Michael Herbenick, cirurgião ortopédico, sugere que essa faixa etária é mais propensa a sofrer lesões sexuais. “As pessoas acima de 50 anos sofrem mais deslocamentos de quadril e de próteses nas articulações”, explica.

Para evitar lesões, a maioria dos médicos recomenda várias semanas de recuperação após uma cirurgia de substituição da articulação, e um retorno gradual à atividade sexual normal, com algumas modificações. Determinadas posições sexuais, como o “papai e mamãe”, geralmente são mais seguras para a maioria dos pacientes.

Pessoas sozinhas também se machucam. 

É preciso dois para dançar um tango, mas apenas um para causar danos às regiões íntimas. “Corpos estranhos inseridos na região anal, como vibradores, cabos de vassoura e até desentupidores de pia são bastante comuns”, exemplifica Debra Herbenick.

Ao que parece, essa prática é mais antiga do que se imagina. Segundo uma pesquisa de 1950, os objetos mais estranhos já extraídos do ânus de pacientes incluem agulhas de tricô e cobras. Um estudo de 2009 revelou outros objetos bizarros, como garrafas de plástico ou vidro, pepinos, cenouras, madeira e objetos de borracha – todos encontrados na cavidade anal.

“Alguns corpos estranhos são bastante comuns”, relata Michael Herbenick. “Vemos de tudo, de garrafas a animais, de objetos inanimados a pedaços de alimentos. As lâmpadas, em particular, são complicadas. Se o vidro se quebrar, o caso pode se agravar.”

Lesões sexuais acontecem apenas em ambientes domésticos? 

A casa não é o lugar mais perigoso para transar. “Fazer sexo dentro de um carro em movimento é muito perigoso, sempre vemos acidentes provocados pela prática de sexo oral ao volante”, conta Debra Herbenick.

“Na verdade, qualquer veículo em movimento, seja um jet ski, um carro ou uma moto, não é seguro. Na dúvida, estacione”, recomenda.

Michael também relata um acidente horrível que testemunhou. “Um rapaz de uns 24 ou 25 anos, totalmente embriagado, estava dirigindo enquanto a amiga de sua irmã, de uns 15 anos, fazia sexo oral nele. Ele bateu o carro e ela atravessou o para-brisa”, recorda. Moral da história: comportamentos de risco podem apimentar sua vida sexual, mas também podem levar você direto para o pronto-socorro.

Selvagem. Mas às vezes nem tanto.

Embora as histórias mais picantes ganhem as manchetes dos jornais, a maioria das lesões sexuais ocorre em situações absolutamente normais. “Nem todas essas lesões são bizarras”, diz Debra Herbenick. “A segunda posição sexual mais comum, com a mulher por cima, é uma causa comum de fratura peniana. Para a maioria das pessoas, é pura falta de sorte.”

Será que isso significa que você deve pegar mais leve entre quatro paredes? Não necessariamente. “Se os médicos falassem sobre tudo o que pode dar errado com o seu corpo, você jamais sairia da cama”, reconhece a pesquisadora.

Você conhece alguma história de alguém que já se machucou transando? Já passou por isso?

fonte: discoverymulher.uol.com.br e adorocinema.com

 

 

Escrito por

Buscando a felicidade sempre. Apaixonado pela comunicação e pela música. Sonhar, acreditar e jamais desistir, tudo isso sem perder a fé. Locutor, cantor e acadêmico de jornalismo. Apresentador do Viva-Voz. Me siga no insta: @padubotelho.

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