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Sobre esmaltes e belezuras

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Pelo menos a cada quinze dias, viro rainha. Recebo toda a força delas que se dedicam a me embelezar. As manicures e suas mini magias de salão de beleza que transformam minutos comuns na tal da vida eterna.

Ontem éramos quatro, no mesmo momento. Numa mão, uma de vinte e dois anos, na outra, uma de quarenta e um. Nos pés, a Amanda com trinta três. Era dia de arrumação para a festa dos meus cinquenta e nem lembro como começamos a falar do tempo.

Amanda não gostou de fazer trinta, disse que se entristeceu, mas que está passando e já se sente mais calma. A de quarenta e um, disse que tinha virado uma pessoa chata e muito mais exigente. A de vinte e dois, disse que estava adorando muito e que não entendia direito essas coisas da idade. O papo ia, ia. Até perceber que éramos quatro gerações. Quatro espaços de tempo, divididos por anos e que, na prática, isso não quer dizer nada. É só para organizar.

Quem chegou primeiro nessa brincadeira de viver. No caso, entre elas, cheguei há mais tempo, o que me dá o direito de explicar algumas coisas que vi pelo caminho.

Aos vinte, a voz interna era tão alta que não ouvia ninguém, nunca. Sabia de tudo e tinha pressa. Aos trinta queria ter coisas e viver paixões. Depois dos quarenta, busquei nos casamentos algumas respostas espirituais e aprendi a olhar de fora as coisas que fazia. Tempos de construção.

Essa conversa trouxe o pensamento do rito. O de partilhar entre mulheres segredos e experiências, coisa que aprendi no livro A tenda Vermelha. A autora Anita Diamant fala disso e arrasa. É maravilhoso. Mulheres quando resolvem cuidar uma das outras, sai de baixo. Magia pura. Também pensei nas indígenas que buscam no sagrado feminino suas respostas. Deve ser por isso que salão de beleza faz tanto milagre. Deveria se chamar “Salão de Belezuras”.

Nessa breve história do tempo, virei a anciã ali naquela mini aldeia, entre pensamentos e esmaltes.

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