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Sua casa tá limpa?

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Não adianta nada tentar refletir sobre as coisas do mundo, seres humanos e a crise ética universal, se você tem coisas a fazer na sua própria vida e não faz. Essa conclusão é difícil de aceitar, mas hoje, para mim, é quase um mantra. 

Estava há horas com o amigo emitindo opinião sobre a crise na Venezuela, telefone grudado na orelha, falando mais que a boca, andando para lá e para cá. Na cozinha, onde o sinal não pega direito e a voz fica cortando, falamos sobre o quanto as fronteiras são políticas e que somos todos um povo só. Papo de alto nível que acelerou o tempo nessa manhã de outono. A ligação caiu. Ficamos eu e a pia cheia de louça suja de ontem.

Como assim? Louça suja na minha pia e eu querendo resolver as confusões lá do Maduro? Senti vergonha alheia de mim mesma, se é que a gramática permite. Caiu a ficha de quanta estorinha fico contando para não ter que pegar no pesado. Isso não pode continuar assim, vou lavar essa louça. 

Um passe de mágica, esse pensamento sumiu e trouxe um sentimento de que vida se mostrou fora do eixo, que a desordem da Venezuela era a mesma da minha pia que era a mesma por dentro de mim. Uma coisa dentro da outra. Era preciso começar a arrumar de algum lugar, nem que seja por um copo sujo.

Enquanto lavava, imaginei como seria melhor passar o dia, feliz ou triste, com essa cozinha limpa. Aproveitei para arrumar armários e separar umas louças para doação, caso encontre alguma família venezuelana por aí.

Desejo para hoje: parar de falar, não telefonar para ninguém e aproveitar o dia para abrir gaveta por gaveta.

Depois de tudo, estudar a história da América do Sul, até que tudo nessa vida de “depois eu faço” esteja em ordem e se der, com algum progresso. 

E aí? O que acha do assunto? Comente!

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