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Violência contra a mulher não é normal: #MeteAColher

Não restritos apenas ao Brasil, a desigualdade de gênero e a violência contra a mulher são cada vez mais discutidos e combatidos nas sociedades atuais.

Apesar da ampliação da luta e do aumento da divulgação de informações, muitos homens ainda agem de forma criminosa contra o sexo feminino e, na maioria das vezes, contra namoradas, esposas ou parentes. As agressões (físicas, psicológicas, morais, patrimoniais) contra a advogada Tatiane Spitzner e seu posterior assassinado, ao qual o marido responde como réu, foram destaque na mídia de todo o país esta semana e a divulgação do caso trouxe à tona outras dezenas de relatos de crimes cometidos contra mulheres apenas por elas serem mulheres, como o também caso do marido que assassinou a esposa grávida por ciúmes. E confessou o crime.

Para a socióloga e antropóloga Vivian Veiga, pesquisadora de casos de feminicídio e violência de gênero, o problema está, entre outros motivos, na criação e permanência de estereótipos, condutas e discursos, utilizados para “autorizar” o uso da violência contra as mulheres.

No #CaféComBlink desta quinta-feira (09), Vivian opinou sobre a #MeteAColher, em alta nas redes sociais: “é muito importante, justamente para desmistificar a ideia de que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Justamente destas relações desiguais entre homem e mulher, cria-se a ideia de que o homem tem autorização – para manter seu status e masculinidade – pra usar da violência contra mulher (esposa, filha, companheira, namorada)”. A antropóloga completa: “é justamente para mostrar às pessoas que não podemos mais admitir a conivência com estes atos”.

Durante o bate-papo ao vivo, a especialista também observou as muitas vezes nas quais a vítima (mulher) é culpabilizada pela violência sofrida: “o primeiro passo é, justamente, propiciar momentos de reflexão para que homens e mulheres entendam que esses casos de violência não são normais“. E lembrou canais de denúncia: por telefone – 180 (ligação gratuita e anônima em todo o Brasil), telefones de contato de urgência (190) e a Casa da Mulher para quem vive em Campo Grande e no Mato Grosso do Sul.

Como antropóloga, Vivian destacou sugestões interessantes e que podem ser colocadas em prática no dia a dia: mulheres desacompanhadas, em pontos de ônibus por exemplo, podem fazer companhias umas às outras. Outra sugestão: pessoas que vêem homens “importunando” outras mulheres, podem “se aproximar e puxar conversa”, por exemplo.

Ouça a entrevista completa:

Uma denúncia quase a cada 4 minutos

A cada 3.50 minutos, o 180 recebe uma ligação com relato de violência contra a mulher.
Só em 2018, 80.000 denúncias no Brasil: de abuso sexual, homicídio, cárcere privado e outros crimes contra a mulher.
Mais de 40 mil assassinadas no país, entre 2000 e 2010.
Quase metade dentro da própria casa e muitas pelos companheiros ou ex-companheiros.

A Lei Maria da Penha prevê punição para 5 tipos de violência. Todos podem ser denunciados:

– física (chutar, empurrar, amarrar…)
– psicológica (humilhar, insultar, perseguir, ameaçar…)
– moral (caluniar, difamar…)
– sexual (impedir que a mulher use anticoncepcional, estuprar…)
– patrimonial (controlar a vida financeira de forma abusiva, reter dinheiro, destruir ou ocultar bens, não deixar trabalhar…)

Denuncie, procure ajuda e seja ajuda:

 Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher: (67) 3314.7547
 Centro de Atendimento à Mulher: 180 | 0800 67 1236 
 Polícia Militar: 190
 No interior: delegacias de polícia, polícia militar, CREAS e CRAS

Conheça o Tamo Juntas!, um coletivo de advogadas que orientam e defendem gratuitamente mulheres vítimas de violência ou agressões.

Escrito por

Jornalista e especialista em marketing digital, agora mergulho no universo radiofônico. Produtora do #CaféComBlink. No ar de 2ª a 6ª, a partir das 7h, na Blink 102. Amo colecionar histórias... Me conta a sua?!

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